sexta-feira, 8 de março de 2013

Apesar Dos Intolerantes. Novo Presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal é o Pr. Marcos Feliciano.

Como fizeram na passagem de Yoani Sánchez (blogueira cubana) pelo Brasil, os intolerantes voltaram a atacar. Desta vez foi na eleição para presidente da comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em Brasília.
 
O candidato indicado pelo PSC (Partido Social Cristão) é o deputado Pr. Marcos Feliciano. Alegando que o referido deputado é "homofóbico e racista", um grupo de manifestantes ligados ao PSOL e pertencentes a organizações gayzistas foram para a câmara protestar. Até aí, tudo bem. Todos temos o direito de fazê-lo, defendendo, dentro das regras de uma sociedade democrática, nossos pontos de vista.
 
O engraçado, para dizer o mínimo, é que essa turma gostava quando os comandantes anteriores da dita comissão eram partícipes de seus interesses. Agora que há possibilidade de ser alguém de fora da sua agenda, resolvem mostrar a "cara de quem, realmente, é intolerante". Para levar a termo sua batalha, acionam seus integrantes encastelados na mídia (Imaginem quais emissoras encamparam os protestos televisivos? A "Globo", e sua clone, Bandeirantes).
 
"Tolerar aquele que pensa igual é mole. Quero ver é continuar se dizendo "tolerante" tendo que tolerar quem diverge."
 
Mas, o grupo que esteve na câmara não se contentou apenas com a manifestação. Forçaram a barra, de maneira histérica, para inviabilizar a própria eleição (e, por hora, conseguiram). É mais ou menos assim: "se não acontece como nós queremos, o jogo acaba". Isto não é democracia. Isto é anarquia ou, como está na moda, "ditadura de esquerda".

Apesar de todo e um novo tumulto nos corredores da câmara, a comissão se reuniu no dia seguinte com portas fechadas e elegeram o Pr. Marcos Feliciano como seu presidente.

Repito. Todos temos o direito de sermos contra e nos manifestarmos por isso. No entanto, é preciso respeitar o jogo democrático. Quando há impasse, se resolve no voto, e o resultado deve ser acolhido e respeitado por todos.
 
Não queremos um país dedicado apenas a maioria, mas, também, não queremos a imposição de uma ditadura da minoria. Num ambiente democrático, os grupos minoritários devem ser respeitados, porém, devem, também, se comportar como tal, e não tentar de todas as formas, até com violência, impor seus caprichos individuais para a maioria.
 
O melhor remédio para essa turma é mais democracia e o peso do império das leis.

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