quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Liderança Ilegítima e Carnal - Sintoma de Uma Igreja Doente

O maior cuidado que uma igreja deve ter é com relação ao Pastor Responsável e seus auxiliares. Como bem falou Jesus em João 10: “se alguém não entra pela porta, mas, por outra parte, é ladrão e salteador”. Quais são os requisitos fundamentais de um Pastor que recebe o mandato de Deus para cuidar de suas ovelhas?

a)    Entrar pela porta – A porta é Cristo (Jo. 10:7). Isto significa que, antes de ser pastor ele deve ser um cristão sincero, convertido, e suas palavras e ações devem ser a expressão de uma nova vida vivida em Cristo.

b)    Ele deve ter a capacidade de falar às pessoas (2 Tm. 2:15) – A voz do pastor é fundamental para dar ao cristão segurança. No entanto, em se tratando do aprisco do Senhor, o alimento é a Palavra de Deus. Se um pastor despreparado ousa falar aos crentes coisas que não leu, não entendeu e não recebeu de Deus em Sua Palavra, as pessoas não quererão ouvi-lo, isto porque, em seus espíritos, considerará estranha as suas palavras.

c)    O pastor é resultado de uma chamada divina e não da escolha de uma profissão - Apesar de sustentado pelos dízimos e ofertas dos cristãos, não desenvolve seu ministério ansiando apenas o sustento seu e de sua família. Quando age assim, se transforma num mercenário que vem apenas para roubar, matar e destruir.

d)    O pastor deve ser o guardião da igreja (Jo. 10:12) – Ele é o responsável pela proteção espiritual das pessoas que se abrigam em sua igreja, e desta forma, se coloca em oposição aos mercenários que transitam de igreja em igreja querendo ganhar dinheiro. Ele não se torna refém desses, pelo contrário, resisti-lhes fechando-lhes o acesso ao púlpito, evitando que contaminem com o mal o coração do povo de Deus.

Infelizmente, alguns têm conseguido acesso a consagrações antes mesmo de suas próprias conversões. Disto, assumem igrejas através de meios seculares como bajulação, propaganda, pressão, e até mesmo, violência. Como conseqüência, a igreja sob seus (des)cuidados, passa a sofrer pela falta da Palavra de Deus, deixando a porta aberta para a reprodução das mesmas práticas infames que o conduziram a liderança local. Está destruída a estrutura espiritual bíblica que deve ser o norte para aqueles que querem servir a Deus.

Invertendo papéis, valorizam o “episcopado” em detrimento da “obra do episcopado” (I Tm. 3:1). Por esta razão, toda uma cadeia de sintomas destrutivos (ver a seguir) começam a brotar no seio da igreja, conduzindo-a, invariavelmente, a destruição enquanto Reino de Deus entre nós, surgindo, a partir daí, apenas uma associação de crentes.

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