sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CGADB, CEADEB, CONFRAMADEB - Um Acordo Ainda é Possível?

O Presidente da CGADB, Pr. José Wellington, esteve em Salvador há, aproximadamente, duas semanas atrás, realizando reuniões com a CEADEB e a CONFRAMADEB. O assunto em pauta é a cizânia entre estas instituições e a guerra travada por templos em Salvador que tem gerado escândalos e sofrimentos de todos os tipos para o povo de Deus.

Especula-se uma lista de pontos que devem ser analisados pelos gestores da CEADEB e da CONFRAMADEB. Fala-se, inclusive, em desvinculação dos envolvidos junto a CGADB, caso não se chegue à um bom termo neste processo envolvendo a Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Estado da Bahia. As partes têm um prazo entre 15 e 30 dias para se posicionarem.

COMENTO:

Demoroooooooouuuuuuuuu...

“Quando dois filhos brigam, o pai tem que intervir”. O pai aqui não se trata de Deus e sim, da CGADB. A guerra é entre duas instituições religiosas humanas. São Convenções de Ministros Evangélicos vinculadas a Convenção Brasileira. Se estão em litígio e não conseguem chegar a um denominador comum, cabe a instância que os abriga, mediar um acordo.

Acho que demorou muito. O estrago é muito grande. Talvez só um “milênio” de tempo para que as coisas se normalizem. Perdoe-me o pessimismo. Não acredito que qualquer acordo irá resolver definitivamente os problemas causados. Apesar disto, “vejo uma luz no fim do túnel”. Explico o que parece incoerente.

Imagine a CEADEB devolvendo todos os templos que foram apossados. É sabido que alguns pastores, sabiamente, já estão com novos terrenos e construções de novos templos em andamento, e isto não implicaria em problemas para eles. Mas, como ficaria a questão da emancipação? Seria tornada sem efeito? E quanto ao povo que se abrigou com esses líderes? Aceitariam voltar para os braços da ADESAL? Os mais radicais dirão: Jamais!

Os pastores que emanciparam seriam colocados de volta aos postos de líderes na estrutura da ADESAL? De onde apareceriam as inúmeras vagas para abrigar tanta gente no “poder”? E aqueles que não conseguissem se manter no topo, como reagiriam? Quem, em sã consciência, acha que os maus infiltrados no meio dos bons vão permitir que isto aconteça sem mais conflitos? Dentro do novo ambiente em Salvador, quem será o Presidente?

Ah! Os homens... Como seria bom entenderem Cristo.

Aqui vai um adendo ao povo. O maior problema não são as pessoas que congregam nos templos. Os templos continuam abertos e seu acesso livre para qualquer pessoa. O problema se instalou pela discussão quanto à liderança do lugar. Vou me repetir: a discussão dentro dos parâmetros do bom sendo, da educação e do respeito é válido. As armas utilizadas nesta batalha tosca, não!

Minha proposta é uma só. Para reconstruir é preciso substituir “toda” mesa diretora “das duas” instituições. A partir daí, homens maduros e íntegros devem ser convocados para colocar as coisas em ordem. Fora isto, no meu entender, “é malhar em ferro frio”. Sei que, infelizmente, algum bom nome poderá ser impedido de participar deste processo, neste momento, porém, é o preço que terá de pagar por sua omissão quanto a degradação que sofremos ao longo destes anos.

Sabe porque digo “vejo uma luz no fim do túnel”?, porque, “é melhor um mau acordo do que uma boa briga”. Só em tempos de paz, mesmo que relativa, podemos enxergar o caminho e andar rumo a reconstrução de nossa denominação. Os cristãos sinceros agradecem.

Em tempo: Chega-nos a informação de que o Pr. José Wellington (CGADB) retornou ontem à Salvador. É esperar para ver o que acontece.

3 comentários:

Pr. Raimundo Campos disse...

Caro Eliel, paz. O orgulho sempre foi eleito como o sentimento mais resistente ao senso e à razão. O orgulho cria paredes sólidas no coração dos homens. Ele não permite voltar atrás e não reconhece o valor do diálogo e dos debates no campo das idéias. O orgulhoso só conhece a estrada que vai para frente, a de trás, é uma viagem à derrota, da qual nunca se perdoará. E é este sentimento, coadunado com tantos outros, tão destrutivos quanto ele, que alimenta o coração daqueles que poderiam dar início ao processo que você propõe aqui. Que se quebrem as pedras do orgulho e se ergam os muros das lamentações e do arrependimento e que a graça de Jesus visite-os!

Eliel Barbosa disse...

É uma pena, meu caro Pr. Raimundo. É uma pena. Se assim fosse, ainda teríamos tempo para salvar esta geração.

Fique com Deus e aguardemos o Senhor Jesus Cristo. Maranata!

Pr. Raimundo Campos disse...

Mas tenho esperança. Não nos homens, mas no Deus que pode transformá-los. Tenho esperança também em homens como você e tantos outros que não dobraram seus joelhos a Baal e que estão nas trincheiras desta seara esperando a hora e dispostos a obedecer.