quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quando a Crise Mostra a Sua Face


Subsídio – Lição 1 – Jovens e Adultos – 4º Tri 2011 – CPAD
Texto Áureo: Ne. 1:3
Texto Base: Ne. 1:1-7

Crise é como chamamos aqueles momentos em que tudo foge do controle; ou aqueles instantes em que precisamos tomar uma decisão cujo resultado é de extrema importância, e não fazemos a menor idéia do que decidir; ou ainda, quando algo extremamente prejudicial aconteceu, ou está acontecendo, nos causando profunda dor. São aqueles instantes que expõe nossa pequenez, nossas fragilidades e nossa impotência.

Neemias, em meio à rotina de sua vida, é surpreendido com péssimas notícias a respeito de seus compatriotas. Através de seu irmão Hanani, fica sabendo que, apesar de não estar mais debaixo do cativeiro, seu povo estava em estado de miséria e vulnerabilidade.

Os sentimentos de Neemias diante da crise são importantes em razão de percebermos o vínculo sentimental com seu povo. Sem esse vínculo, não daria qualquer valor as informações que recebeu, aliás, talvez nem se interessasse por notícias de Jerusalém. Daí, precisamos entender os sentimentos de Neemias e avaliar os nossos.

Quando analisamos o relato que Neemias faz das notícias que recebeu, percebemos duas coisas.

1) Apesar da distância, ele amava seu povo;

2) Ele não apenas amava, também se preocupava com seu bem-estar.

Destaco, então, que qualquer situação de crise só o será, efetivamente, se o objeto envolvido tiver vínculo com nosso sentimento de carinho e preocupação. Foi o envolvimento emocional com seu povo que levou Neemias as reações que devemos ter diante de nossas próprias crises.

a) Assentou, chorou e lamentou por alguns dias;


Diante dos infortúnios da vida, não devemos agir como triunfalistas irracionais. Cremos que somos vitoriosos em Cristo Jesus, mas, nossa trajetória aqui é passível de derrotas e humilhações (Jo. 16:33; Fp. 4:12). Nestes casos, o melhor remédio é reconhecer as circunstâncias más que nos envolve e aguardar a orientação do Senhor para os passos a serem seguidos.

Neemias estava ferido e angustiado diante da crise que se apresentava, porém, não saiu desesperado atrás de pseudos guias ou profetisas, apenas parou, chorou e lamentou a triste situação do seu povo. Foi um tempo em que se permitiu viver sentimentos que, certamente, aprimoravam seu coração para a tarefa que estava por realizar.

b) Jejuou e orou a Deus;

Neemias tinha motivos claros para orar e jejuar. Todo cristão deve manter uma vida de oração e jejum, porém, estes elementos não devem ser utilizados apenas como uma rotina da vida do servo de Deus. A oração deve ser praticada de maneira séria e com intenção de comunicar a Deus o que se passa no coração. Seja uma necessidade ou um agradecimento, deve ser utilizado por aquele que sabe estar se comunicando com um Deus invisível, mas, real.


As famigeradas vigílias que inúmeras denominações ou grupos realizam, são utilizadas pura e simplesmente para arrecadação de dinheiro, promoção pessoal e atendimento as vaidades espirituais de meninos inconstantes que vivem atrás de movimentos que atendam suas idéias de “presença divina” no meio do povo. É apenas pelo puro espetáculo. A verdade é que, muitas dessas vigílias, poderiam ser chamadas de “baladas gospel” que em nada afetaria a essência desses encontros.

c) Confessou e suplicou perdão pelos pecados seus e do povo;

Como é importante não queimar etapas na reconstrução de um relacionamento com Deus. Neemias tinha isto muito claro. Deus não poderia ajudar o povo se este não reconhecesse, se arrependesse e confessasse ao Deus dos céus seus erros e sua rebeldia deliberada.

Neemias se dispõe a agir como verdadeiro sacerdote do seu povo. Buscava a atenção de Deus para a miséria de Judá, e mais do que isto, desejava que Deus agisse em pró de sua nação. Confessou e alcançou de Deus a oportunidade de recomeçar, pois, a confissão é a atitude que sinaliza o reconhecimento dos erros e a disposição em fazer a vontade de Deus.

É preciso entender que para Deus todas as coisas são claras como a luz do dia. Sendo assim, não adianta errar e continuar agindo como se nada tivesse acontecido. Os pecados não confessados permanecem ativos diante de Deus, impedindo o livre acesso ao trono da graça. Porteiros, dirigentes de círculo de oração, presbíteros, pastores ou qualquer outro membro da comunidade cristã devem estar conscientes deste pré-requisito na comunhão com o Pai.


d) Se dispôs a agir.

Ao trabalho! Este deve ser o lema daqueles que desejam a reconstrução. Apontar os erros, criticar por criticar e se omitir é a faceta mais fácil das crises. Neemias chorou, lamentou, orou, jejuou, confessou e... AGIU. Colocou as mãos no arado. Não ficou achando que estava sozinho e que o trabalho era de um tamanho que o impediria de fazer alguma coisa.

Deus deseja agir através daqueles que reconhecem seus pecados e fragilidades, invocam seu nome e se disponibiliza a ser canal de bênçãos para outros. A crise tende a mostrar nossas impossibilidades, porém, Deus, em sua graça infinita, a utiliza para nos mostrar suas inúmeras possibilidades.

Conclusão

Quando a crise se mostrar em toda a sua força, não lamente apenas ou fique na inércia. Lamente, Ore, jejue, confesse e espere.

Estamos em crise? Que ótimo! Bom momento para Deus agir (II Co. 12:9).

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