quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Oração do Cético

Essa afirmação – de que todos os que buscam a verdade objetiva encontram-na – é testável pela experiência, pelo experimento. Se você é um cientista honesto, aqui está um jeito de saber se o cristianismo é verdadeiro ou não. Execute um experimento relevante. Teste a hipótese de que alguém esteja atrás da porta, batendo nela. Confira se este alguém que está atrás é Cristo. Bata até que a porta seja aberta para você!

Como bater? Ore! Diga a Cristo que você está buscando a verdade – buscando-o. Peça-lhe que cumpra a promessa de que todos que o buscam encontram-no (no tempo dele, naturalmente). Jesus prometeu que encontraríamos, mas não prometeu obedecer a um horário rígido como se fosse um trem. Ele é amoroso.

Você pode alegar: “mas não sei se Cristo é Deus. Nem sei se existe um Deus”. Está bem! Então faça a oração do cético:
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“Deus, não sei se tu existes. Sou cético. Tenho dúvidas. Acho que tu podes ser só um mito. Mas não tenho certeza disso (se for honesto comigo mesmo). Então, se tu existes e realmente prometestes recompensar os que te buscam, deves estar ouvindo-me agora. Então, de agora em diante, declaro-me alguém que busca a verdade seja ela o que for e esteja onde estiver. Quero conhecer a verdade e viver a verdade. Ajuda-me, por favor, se tu és a verdade!”
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Tal oração se constitui um teste “cientificamente” honesto da “hipótese cristã”; isto se você não colocar restrições injustas sobre Deus, exigindo um milagre do seu jeito, não do dEle; no seu tempo, e não no dEle. Dificilmente a exigência de que Deus agisse como seu empregado seria um teste cientificamente honesto da hipótese de que exista um Deus e que seja Rei absoluto.

Mas tudo o que esse Rei pede primeiro é a honestidade, não a falsificação de uma fé que você não tenha. A honestidade é uma escolha da vontade; a escolha de buscar a verdade não importa o que ela é ou onde esteja. Esta é a escolha mais grandiosa que você pode fazer. É a escolha da luz sobre as trevas e, em última instância, do céu sobre o inferno.

A honestidade é infinitamente mais grandiosa do que pensamos. Também é muito mais difícil. Nossa cultura banaliza a honestidade, reduzindo-a a um simples compartilhar de idéias, sentimentos ou vontades. Mas essa atitude não se opõe à desonestidade; opõe-se à vergonha ou à timidez. A honestidade superficial busca compartilhar, a honestidade profunda busca a verdade. A honestidade superficial se sustenta na presença dos outros, a honestidade profunda se sustenta na presença de Deus.

(...) [O] ponto principal é algo infinitamente mais importante: o apelo à vontade para que ela seja honesta e aberta à verdade e ao seu instrumento, a razão, e que siga o argumento onde quer que ele a leve, como um guia no meio da floresta.

 (Extraído do “Manual de Defesa da Fé” – Peter Kreeft e Ronald k. Tacelli)

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