terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quatro Passos Para se Tornar um Cristão

Alguns textos dizem tudo que gostaria de dizer. Por esta razão, resolvi transcrever alguns trechos do livro que terminei de ler, “Manual de Defesa da Fé”, escrito pelos professores de filosofia do Boston College, Peter Kreeft e Ronald K. Tacelli. Neste primeiro fragmento, eles vão direto ao ponto, no que diz respeito a tornar-se cristão. Obviamente, não se trata de “receita de bolo”, ainda que alguns podem utilizá-lo como tal. Trata-se da percepção do caminho que leva um não-cristão a tornar-se um cristão. Boa leitura.

Devemos distinguir quatro passos para alguém se tornar cristão. O primeiro passo é a crença mental. Os três passos seguintes são o arrependimento pelos pecados cometidos, a fé salvadora (a aceitação de Cristo como Salvador); e a vida cristã. Esses três passos todos pressupõem a verdade do Deus diante do qual nos arrependemos, em quem cremos e com cuja presença e ajuda real passamos a viver.

1. Crença mental é o primeiro passo porque não podemos dar outro passo rumo a um objetivo a menos que creiamos que ele exista. Não podemos buscar ou lidar com uma Pessoa em cuja existência não acreditamos. Não podemos orar a um Deus que consideramos morto (ou inexistente). (...) O primeiro passo é como crer na precisão de um mapa de estrada. Os três passos seguintes são como usar realmente o mapa.

2. O segundo é o arrependimento, que não implica apenas sentirmos culpa ou remorso pelos pecados cometidos, mas optarmos – com a parte mais fundamental e profunda da nossa alma, a vontade – por sairmos do caminho em que estávamos viajando, porque fomos convencidos de que não é o caminho certo, o verdadeiro, o melhor, concebido por Deus para levar-nos a Ele.

Em sentido pleno, o arrependimento significa a renúncia ao seu caminho presente, ao Maligno (Mt. 13:19), ao pai da mentira (Jo. 8:44), ao príncipe deste mundo (Jo. 14:30), a fim de entregar-se a Cristo, o Senhor justo.

O arrependimento não pode ser compreendido de modo adequado apenas psicologicamente, como algo dentro de você. É ontológico. É uma transação real entre você e seu Senhor, que implica uma mudança radical de lado, de lealdade. É como mudar de aliado numa guerra, como divorciar-se e casar com uma pessoa bem diferente. De certa forma, é traumático.

3. O terceiro passo é o outro lado do arrependimento; é ter fé no sentido bíblico: não apenas uma crença mental (que foi o passo um), mas aceitar e receber Cristo como Deus, Salvador e Senhor da sua alma, da sua vida, do seu destino.

O primeiro passo é crer no mapa do caminho. O segundo é desistir do seu caminho atual. O terceiro é ir para outro caminho. Esse outro caminho é uma Pessoa, a única que disse: Eu sou o caminho (...). Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim (Jo. 14:6).

4. O quarto passo é percorrer esse novo Caminho, vivendo realmente a vida cristã. O passo três é a fé, o passo quatro são as obras; as boas obras, obras de amor. Fé e boas obras andam juntas obrigatoriamente. No passo três, a árvore da vida cristã é plantada em você. No passo quatro, ela dá frutos, pois a fé sem obras é morta (Tg. 2:26).

(...) Nossa esperança é apenas persuadir o seu intelecto honesto de que o cristianismo é verdadeiro. Isso é necessário, mas não suficiente. Ninguém lança um barco na água achando que o mar é somente um mito, mas crer no realismo do mar não basta para você se tornar um marinheiro.

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