sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Barrabás no Lugar de Cristo?

Num de seus escritos, Millôr Fernandes anotou: “Se em vez de salvar Barrabás a multidão tivesse salvado Cristo, a coisa só mudaria de nomenclatura. A humanidade teria criado em torno de Barrabás a mesma lenda que criou em torno do Outro. E nós seríamos todos barrabãos.”

O que mais nos chama a atenção é o tamanho da ignorância de alguns expoentes, atuais e do passado da sociedade, que tentando demonstrar alguma espécie de sapiência inexplorada publicam aberrações como as destacadas acima. Quando, então, calcados numa mente cética, resolvem falar sobre fé em Deus ou Jesus Cristo, aí a coisa assume feição de humor rídiculo.
 
Millôr Fernandes, falecido em março de 2012, infelizmente, deixou o registro do tamanho da sua ignorância em relação a Cristo no contexto da história judáica e mundial. Só quem ignora ou desconhece a história dos judeus e do aguardado messias pode fazer uma afirmação dessa.
 
Ele, não sei se intencionalmente ou não, concebe que os bilhões de cristãos no mundo, dentre eles gente com formação acadêmica como físicos, químicos, biólogos, historiadores, médicos, psicólogos, advogados, juízes, professores, agrônomos, mecânicos, engenheiros, militares, governadores e tantos outros, passam seu tempo acreditando num mito que poderia ser um outro qualquer.
 
Faltou, no mínimo, bom senso e vínculo com a história e a realidade.
 
A única possibilidade que permitiria Barrabás se transformar em um salvador como Cristo, caso tivesse sido condenado em seu lugar, seria se todos os cristãos pensassem como Millôr Fernandes. Impossível.

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