sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Que Tipo de País Você Quer Deixar Para Teus Filhos?

Neste tempo de julgamento dos desvios de conduta de empresários, parlamentares e partidos (Julgamento do Mensalão - Ação Penal 470), é oferecida aos brasileiros a oportunidade de decidir sobre o futuro da nação e em qual ambiente deve viver, ele e seus descendentes.

De tempos em tempos o brasileiro tem esta oportunidade, quando é convocado para, diante da urna de votação, definir àqueles que serão gestores das cidades que os abrigam, administradores dos serviços públicos que lhe são oferecidos e responsáveis pelo tipo de política que se faz.

Apesar de ser um ato de extrema importância para os brasileiros, a maioria deles, influenciados pelo enredo de ficção dos filmes e das novelas, e hipnotizados pelo sucesso ou fracasso do time de futebol do coração, vivem como se não tivessem "nada-a-ver-com-isso."

Com este tipo de comportamento, corroborados pelas falácias dos animadores de plantão, agem como se não fossem cúmplices das mazelas sociais que impera em nossa pátria.

Mas, o Julgamento do Mensalão está aí. É a tentativa de sacudir o Brasil e despertar os brasileiros para o fato de que há atitudes que não podem e não devem ser praticadas à luz da ética e da legalidade. O episódio deste julgamento é motivação para lançarmos fora a máxima imoral de que, no Brasil, os crimes que envolvem banqueiros, grandes empresários e políticos (colarinho branco) não são punidos. É a oportunidade voltarmos a acreditar num país melhor. 

A partir da decisão dos Ministro do Supremo, há outras decisões que devem ser tomadas pelos cidadãos e cidadãs desta nação. Erradicar práticas que se convencionaram "normais" no cotidiano deste povo e que são combustíveis para manutenção da consciência corrupta cultural.

Quem recebe R$ 10,00 (dez reais), para fazer boca-de-urna e decide votar no candidato que lhe deu os dez reais, porque, avalia, foi o único que lhe deu alguma coisa, não está se deixando corromper pelo mesmo sistema corrupto que condena na televisão? Quem insiste em votar naquele candidato que se descobriu envolvido em desvios de conduta não está incentivando-os a permanecerem na prática das mesmas imoralidades?

Colocado diante da urna, solitário, reunido com sua própria consciência, revisando seus valores e enxergando o país que deseja, o eleitor deve tomar sua decisão e seguir. Seguir em paz consigo mesmo, com seus filhos, com os brasileiros e com sua pátria, tendo, agora, a confirmação de que tomou a decisão certa: "a sensação do dever cumprido e a leveza de uma alma em paz."

Vai retornar aos seus afazeres olhando para o horizonte. Não um olhar perdido no nada, mas, o olhar de quem reencontrou o caminho à seguir.

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