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O Que Aconteceu Com a Assembléia de Deus na Bahia (parte I)

Escrevi, durante os anos de 2005 à 2009, uma avaliação abrangente sobre os rumos que a Assembléia de Deus na Bahia, especificamente, em Salvador, adotou. Esta análise, que passo a transcrever aqui a partir desta postagem, talvez tenha sido um sinal de que o caminho adotado, realmente, era equivocado e precisava ser revisto. Infelizmente, não deu tempo.

Vivemos hoje como Acã (Js.7). Varremos o erro para debaixo do tapete e seguimos em frente, repetindo para nós mesmos, insistentemente, que tudo foi "plano de Deus". Com nossos erros varridos dos olhos de todos, trazemos para esse "balaio de gatos"  até mesmo a vontade permissiva de Deus, e fazemos força para acreditar que Deus está do nosso lado. Esquecemos que quem responde pela vontade "genuína" de Deus é o próprio Deus, enquanto que, quem responde pela Sua vontade "permissiva" somos nós.

Agora, vivendo no mundo do "faz-de-conta", acomodamos nossa consciência e assim encontramos, de alguma forma, um mínimo de força moral para pregar e ensinar aquilo que, com testemunho dos últimos acontecimentos, afirmamos que não tem valor algum. Como o povo de Israel no episódio envolvendo Acã, fomos vergonhosamente derrotados pelo inimigo. A diferença é que, no nosso caso, fingimos que "a vitória é do povo de Deus".

Fique à vontade para, ao final, fazer seu comentário. Boa leitura.

O que é que há com a Assembléia de Deus em Salvador?!
(Salvador/BA, Agosto de 2005)

Há algum tempo, desejo escrever sobre “minha igreja”. Os rumos que ela tomou passaram a incomodar-me tanto, a ponto de interferir na minha participação nas reuniões de adoração ao Senhor. Sentia-me constrangido em estar no meio daquilo que, aos meus olhos, contrariava a vocação cristã.

Como todo efeito é decorrente de uma causa, resolvi mergulhar numa análise pessoal, sem querer ser final, sobre o que levou uma igreja que era referência para outras igrejas e, até mesmo, para a sociedade, a se apagar enquanto instrumento de mudança, recuperação de vidas e exemplo de crescimento sustentado e ordeiro, transformando-se apenas em uma organização sem memória, sem ordem e sem objetivos.

Desejo, nestas linhas, ser crítico sem ser desleal, ser contundente sem ser agressivo, ainda que não me preocupe com a forma que repercutirá na mente e no coração de quem tiver a oportunidade de ler. Quero acreditar ser melhor, ou menos pior, pecar por zelo excessivo do que por omissão. Quero contribuir, sabe Deus, para despertamento dos líderes quanto a fatos que se tornaram cotidianos e “normais”, enquanto são, na verdade, desvirtuamento espiritual.

Esforçarei-me por tratar cada assunto de maneira mais restrita possível, esperando, ao final, estar colaborando com uma análise geral conclusiva que fomente outras análises e proposições.

(Aguarde próxima postagem)

Comentários

Cleovaldo disse…
Estou te acompanhando, amado irmão. Porém, ainda não perdi a fé em Deus e nas instituições. Ainda.
Eliel Teixeira disse…
Meu caro Pastor,

Bebemos de uma mesma fonte. Na minha boca esta água é doce como mel, mas, no meu ventre ela é amarga (Ez.3). Como já disse aqui, a fé é como um salto no escuro. Estou no vácuo e não sei o que me espera ao chegar no chão, apenas me deixo levar com esperança de que minha trajetória esteja sendo conduzida por Deus. Mesmo assim, não me considero um profeta ou porta-voz de Deus (Ele têm seu Santo Espírito), apenas replico os sonhos que me foram dados pelo evangelho de Cristo, na esperança de que, no deserto, alguém escute a minha voz.

Fique com Deus.
Fabio Brito disse…
Rapaz,,,que guerra vivemos hein.....será esta a chamada guerra santa??? longe disso. Me sinto na verdade num meio, onde meu coração por poucos minutos se alegra por motivo da comunhão de poucos e de situações onde Deus por sua bondade se faz presente. Mas meu desejo é correr...correr...não sei para onde....mas sei para quem!!!
Eliel Teixeira disse…
Amigo Fábio,

Fico feliz de ainda tê-lo aqui e poder contar com teu comentário.
A sensação que tenho agora é de que a "guerra" está no fim. O que vamos nos debater ainda por algum tempo é com as sequelas. Há muita gente machucada que precisa de cura. O que não ajuda é o fato dos líderes das instituições envolvidas não processarem as lições e permanecerem na prática dos mesmos erros que nos levaram à crise. "Tudo como dantes no quartel de Abrantes". É uma pena.
De qualquer maneira, fique no esconderijo do altíssimo e só saia de lá como instrumento para restauração de vidas.
Fique com Deus.
Mirian Lima disse…
Meu caro Pastor, como sempre usado por Deus, não desista, és um modêlo e muito nos tem ajudado com suas mensagens. Sei o que sentes, pois muitas vezes sinto-me tb com vontade de desistir, ir para outra denominação, é uma angústia que corroi a alma, principalmente ao ler as trocas de farpas nos blogs, em ver um povo outrora tão unido, que hoje nem se cumprimentam mais, porém como o Pr. acima citou: Ainda não perdi a fé. Graça e Paz.
Eliel Teixeira disse…
Prezada irmã Mirian,

Me intriga a pergunta que Cristo fez aos seus discípulos: "Quando o Filho do homem vier, porventura, achará fé na terra?" (Lc. 18:8) Acredito que estamos vivento momentos de depuração da fé. Momentos que separam a fé irracional, fanática, vendida, destemperada e fora do contexto, da verdadeira fé que nos fortalece em Deus e nos remete sempre em direção à Cristo.

Obrigado por seu comentário e conto com você na divulgação do nosso blog para que mais vidas possam nos ajudar na restauração de nosso povo.

Fique com Deus.

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