sexta-feira, 27 de maio de 2011

Chamada Ministerial - Quem Tem, Tem. Quem Não Tem, Não Tem.

(O Que Aconteceu Com a Assembleia de Deus na Bahia - Parte VII)

A falta de condições do Pastor de dedicar-se ao cuidado das ovelhas, especialmente, por falta de tempo, faz surgir outro problema. Como a demanda de trabalho é enorme e o tempo é escasso, o pastor termina sendo pressionado a escolher seus auxiliares com base em critérios não tão divinos, incluindo gente sem formação e afirmação cristã no rol dos obreiros escolhidos para servir.

Em decorrência disto, os problemas se multiplicam. Juntou a precariedade dos escolhidos com a inércia da liderança pastoral, e a multiplicação das necessidades com a falta de recursos financeiros suficientes, e o resultado não poderia ser diferente. Substituímos o cuidado com as pessoas pelo cuidado com a organização, trocamos o zelo pelas coisas espirituais pelo zelo com coisas terrenas.

O que esperar dos assembleianos diante de tal quadro? Sentem falta de seu pastor e se deparam com gente com mau testemunho lhe dando lição de moral. Pessoas que, no máximo, deveriam estar no átrio, ingressam no lugar santo e adentram no lugar santíssimo, ultrajando o que deveria ser preservado aos olhos, mente e coração do povo.

Não digo que os obreiros devem ser perfeitos, não. Sabemos que somos fracos, falhos e imperfeitos, no entanto, os que ingressam na carreira ministerial devem ser cuidadosos com o portar e o que ensinar, afinal, o caráter do ensino cristão, exige que quem ensina, pelo menos, se esforce em fazer o que ensinou. Não é o que se vê por aí...

Chama-nos a atenção o fato de, em tempos passados, os obreiros eram pessoas destacadas pelo seu modo de portar em família, na igreja local, na sociedade, no trabalho, no trânsito, e pela segurança da Palavra de Deus ao abrir de suas bocas. Hoje é um sofrimento.

Gente “caindo de pára-quedas” nos púlpitos das igrejas, vindo ou fugindo, sabe Deus de onde, deixando para trás problemas sem solução, fruto de mau comportamento e descomprometimento com a obra de Deus. Claro que dentro do grupo dos que aparecem da noite para o dia, há nobres exceções. Toda generalização é perigosa e injusta.

Aliás, quero deixar muito claro que, estas obras nefastas que se vê por aí, é produzida por um pequeno grupo. As pessoas boas, cristãos sinceros, ainda são maioria, graças a Deus! O problema é que o mau exemplo provoca maiores danos, e suas obras chamam mais a atenção do que as obras dos bons. Outro detalhe é que alguns maus obreiros são acobertados por “padrinhos” (Rm. 1:32), assumindo posições que não deveriam, e por esta razão, o estrago é ainda maior.

(Continua...)

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