terça-feira, 31 de maio de 2011

E o Dinheiro? Onde Está o Dinheiro? Ele sumiu!

(O Que Aconteceu Com a Assembléia de Deus na Bahia - Parte IX)

Quando analisamos o quadro, percebemos que o maior entrave é o vil metal. Nosso problema é o “DINHEIRO”. Jesus chamou a atenção dizendo que não poderíamos servir a dois senhores. Fez esta colocação ensinando aos discípulos que eles deveriam ser controladores do dinheiro e não o inverso. Quem já não ouviu que “o dinheiro é um excelente servo e um péssimo senhor?" Jesus alertou que se nos curvássemos ao vil metal estaríamos com sérios problemas. Deixou muito claro que “o dinheiro é um deus difícil de contentar”, e a solução era se desprender dele. Aconselhou: “juntem tesouros nos céus, pois, onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração” (Mt. 6:21).

Nossa sociedade, dita moderna, está construída sobre o poder econômico, e é neste contexto que a igreja se insere. É verdade, não podemos admitir outra coisa que não seja: tudo depende de dinheiro (Ec. 10:19). Porém, para espanto de muitos, o problema na comunidade cristã não é a falta dele e sim sua má administração. Na Bíblia, especificamente, no Antigo Testamento, quando os sacerdotes administravam os dízimos de forma errada, o povo encolhia a mão. O que vemos hoje é isto.

Deus estabeleceu uma forma de sustentação da sua igreja que é através dos dízimos e ofertas, como diz Malaquias, “para que haja mantimentos na minha casa” (Ml. 3:10). O sentido disto é, eu entrego com uma das mãos o dízimo e a oferta, e com a outra, desfruto dos mantimentos da igreja, quais sejam, templo onde sou acomodado, ajuda social para os mais necessitados, som ambiente, conjunto musical para acompanhamento dos cultos que participo, obreiros bem preparados para me atender, pastores motivados a me acompanhar na trajetória terrena para o céu, apoio com material didático para aulas de educação cristã, e muitos outros mantimentos.

Estou sendo bem simples, não posso aprofundar na avaliação de outras questões que, certamente, devem existir. Deixo para outros fazerem isto. Quero nesta minha simplicidade apenas lembrar o sentido real no que diz respeito a questão financeira da igreja. Afinal, qual o correto ciclo financeiro na igreja?

A ovelha vem ao aprisco e encontra bons pastos, como conseqüência disto, produz leite e lã em maior quantidade e melhor qualidade. Tendo leite e lã de boa qualidade, o pastor não tem outra preocupação que não seja o cuidado das ovelhas. Se dedica com afinco e determinação na defesa da integridade das ovelhas, afastando delas os lobos vorazes, além de conceder-lhe pastos cada vez melhores com muita água fresca e boa alimentação.

O problema verificado hoje é que este ciclo virtuoso se quebrou. A ovelha produz a lã e o leite, mas se alimenta mal. Como conseqüência, começa a ter dificuldade na produção desta lã e deste leite. Produz menos e com péssima qualidade, chegando ao ponto de interromper sua produção. Está criado o ciclo vicioso.

Como se alimenta mal, a ovelha produz pouca lã e pouco leite; como não tem recursos suficientes para a demanda, o pastor, não contando nem com recursos para sua subsistência, preocupa-se “exclusivamente” com ele e sua família e descuida do aprisco, dando alimentação de péssima qualidade, não reparando a cerca de proteção contra os lobos e deixando de lado o cuidado das ovelhas doentes.

Por fim, algumas ovelhas saem do aprisco e caem no abismo, quando não, adquirem doenças e feridas em suas andanças longe do abrigo; outras ficam no curral e sofrem ataques de lobos cruéis; outras vão definhando, sofrendo de inanição, e o pastor, frustrado, sobrecarregado, se sentindo culpado e infrutífero, vira presa fácil dos mercenários de plantão.

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