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Tira o Ministro e Deixa o Partido.

Se as denúncias que surgiram envolvendo o Ministério dos Esportes tem indícios de verdade a tal ponto de levar um ministro a pedir para sair (diz ele), não há sentido em manter o PC do B como controlador deste ministério. Isto leva-nos a conclusão de que a saída do ministro Orlando Silva foi apenas uma jogada para platéia.

Como é sabido, está em moda no Brasil o toma-la-da-cá, ou seja, como "pagamento" pelo apoio em período eleitoral, cada partido recebe a "responsabilidade" de cuidar de pelo menos um Ministério do Poder Executivo. Qual é a lógica?

Partido vive de candidatos bem sucedidos em campanhas eleitorais, as campanhas eleitorais são caras, demandando muito dinheiro para conseguir colocar em evidências seus candidatos e obter bom resultado, partido político é "terra improdutiva", não gera receita, daí, precisa buscar dinheiro em algum lugar.

Quando assumem um ministério, utilizam as maracutaias para desviar, muitas vezes, legalmente, dinheiro do contribuinte para seus cofres e bolsos. Utilizam empresas de fachadas, notas frias e empresários desonestos que, superfaturando preços, obtém os recursos que vão despejar através de doações para os candidatos daquele partido com mais possibilidade de conseguir o controle sobre ministérios, empresas estatais e outros cargos mais.

Assim, a corrupção se perpetua e as demandas sociais de nosso povo permanecem sem solução. Com este tipo de faxina, que tira o nome que está na crista do escândalo da vez e mantêm o grupo que operacionaliza o esquema do desvio, é brincar de fazer coisa séria e ridicularizar a inteligência do brasileiro.

Ah!, o brasileiro...

O brasileiro aguarda a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e enquanto não chegam, esperam sambando nos carnavais, ao som do tilintar da grana que nos é roubada a olhos vistos.

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