terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Quem Julga Está em Pé, Cuide-se Para Que Não Caia!

Uma das circunstâncias que apontam as dificuldades enfrentadas por cristãos no chamado “tempo do fim” é a multiplicação da iniquidade. Não imaginemos apenas a violência exacerbada presenciadas diuturnamente por nós nas manchetes de jornais e nas andanças por nossas ruas, mas, atentemos para a corrupção institucionalizada e/ou nacionalizada (dos políticos e da população em geral), pela moral rasteira de celebridades e subcelebridades que sentem “orgulho” em serem agentes da própria degradação e massificadores das angústias que sentem quando colocam suas cabeças no travesseiro e tentam dormir sob efeito de psicotrópicos. Este é o ambiente gerado pela “multiplicação da iniquidade” apontado por Jesus no evangelho de Mateus, capítulo 24, versículo 12.
 
Todo este quadro nasce, na verdade, no âmbito da intimidade de cada ser. Suas aspirações, que são determinadas por seus valores, são colocadas como a serem atingidas a qualquer preço e, desta forma, submetem-se a todo tipo de degradação moral, espiritual e física para conquistar o “corpo perfeito”, a “popularidade” e a “riqueza”.
 
Inseridos neste contexto estamos nós, os cristãos. Os cristãos que sinceramente se esforçam no servir a Deus e obedecer sua Palavra, a Bíblia Sagrada, integram o segmento que rema contra a cultura degradada que se estabeleceu na sociedade e, permanentemente, defendem e lutam pela preservação das bases morais elevadas. O ideal de Deus em formar seres humanos que se respeitem e respeitem o seu semelhante é encampado pelos cristãos sérios com denoto e responsabilidade.
 
No entanto, há um estrago que, astutamente, este ambiente vem provocando nas pessoas de bem e tem atingidos cristãos Brasil a fora. Lembram daqueles cristãos “orando” agradecendo pelo “dinheiro sujo” que estavam recebendo? Percebem os “novos cristãos” que, apesar da decisão de seguir a Cristo não abandonam a “velha vida” recheada de sensualidade, promiscuidade e materialismo? Ouvem o grito angustiado de filhos e filhas que choram a separação de seus pais, inclusive cristãos? Conseguem enxergar os hematomas provocados pelas agressões físicas e morais que familiares provocam em seus entes “queridos”, mesmo cristãos? Identificam que a razão de muitas derrotas do “povo de Deus” é a política mundana abraçada e estimulada nos corredores e bastidores religiosos?
 
Cristo, no texto mencionado (Mt. 24:12), esclarece que a consequência de um ambiente onde a iniquidade se multiplica é o “esfriamento do amor”. Seu alvo são aquelas pessoas que um dia resolveram segui-lo e serem testemunhas do seu amor e da sua compaixão para a humanidade. Quando o amor se esfria a apostasia toma conta e a degradação se instaura trazendo estas mazelas terríveis que são colhidas na sociedade atual. Como consequência última vem a morte e, ato seguinte, o juízo final (Hb. 9:27), onde Deus cobrará de todos o comportamento adotado enquanto vivemos aqui. Aos cristãos é preciso lembrar que o julgamento “começa pelos que são de casa” (1 Pe. 4:17) e haverá maior rigor para quem “conhece a Palavra de Deus” (Tg. 3:1).
 
O que é que tem acontecido conosco, os cristãos? O que está nos faltando? Onde estamos falhando? A resposta mais sensata é “VIGILÂNCIA”. Retorno as palavras de Cristo, agora em Mateus 26, versículo 41: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca".
 
A preguiça e o ativismo nos impede de estudar a Palavra de Deus, a partir daí ignoramos os perigos que Ela indica e, sem este elemento, perdemos a capacidade de vigiar (Como um vigia será eficiente em seu trabalho se desconhece seus inimigos e suas estratégias?). Não é sem razão que a proposta de Paulo, mencionada como tema deste texto, deveria ser o lema de todos os cristãos nos dias atuais: “Quem julga está em pé, cuide para que não caia!” (1 Co. 10:12). Aqui cabe um adendo, não ao livro sagrado, mas, ao presente texto: “Quem se sente fraco, deve tomar mais cuidado ainda”. Afinal, se não houver cuidado a consequência natural é a queda.
 
Finalizo.
 
“Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor (Ef. 5:15-17).
 
Fiquem bem.

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