quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Profecias Seletivas. Deus é Seletivo?

"Nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais" (Ef. 6:12).
 
Com este versículo da carta de Paulo aos Éfesos, destaco que não temos uma pessoa ou partido como inimigos. O que temos como adversários do bem é o "espírito" que nega a vontade de Deus e estabelece como deus o seu próprio ventre. Independente de como ele se apresenta e onde ele se apresenta, seremos veementemente contrário aos seus projetos malignos. Esta é a essência da profecia e dos profetas.
 
Em tempo de graça, que vivemos hoje, as bênçãos divinas são destinadas à todos, no entanto, da mesma forma que Deus deseja abençoar a todos (Jr. 29:11), repreende com a mesma determinação os que insistem em manter suas vidas na pauta da desobediência contumaz (Mt. 4:17; Lc. 13:2-5). Deus não abre mão do desejo de que sejamos íntegros, benignos, respeitosos e amorosos uns para com os outros.
 
Nossa tendência em achar que existem alguns que são mais íntimos de Deus a ponto de receber da divindade a aquiescência para que permaneçam maquinando e fazendo o mal, se trata de um equívoco sem medida. Esse tempo da graça infinita que não pune o mal e não cobra responsabilidades é ilusão. É a tentativa de fugir do custo de nossas más ações e permanecer com a falsa ideia de que está tudo bem. Não! Não está tudo bem. "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez. 18:4). Deus é incisivo: Parem de fazer o mal! (Is. 1:16).
 
Deus não coopera com o mal venha de onde vier e praticado por quem quer que seja. Se eu ou qualquer outro reles mortal nos rebelarmos contra Deus e sua Palavra, devemos ser imediatamente advertidos do erro e da necessidade de arrependimento. Mas, quando um "privilegiado" faz o mal e insiste na iniquidade, um silêncio se faz. Onde estão os profetas?
 
A profecia que insiste em advertir o pobre, o simples, as camadas mais baixas do clero e da população e faz "vista grossa" àqueles pecados que, publicamente, a alta "casta", política e eclesiástica, insiste em praticar, é profecia seletiva. E se ela é seletiva, não é divina. E se não é divina é diabólica.
 
"...Vejam, o Senhor vem com milhares de milhares de seus santos, para julgar a todos e convencer a todos os ímpios a respeito de todos os atos de impiedade que eles cometeram impiamente e acerca de todas as palavras insolentes que os pecadores ímpios falaram contra ele" (Jd. 1:14-15).

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