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Projeto “Cura-Gay” - Na Era da Informação, a Imprensa Desinforma e Massifica a Ignorância.

Muito estardalhaço na imprensa sobre a aprovação na Comissão de Direitos Humanos e Minorias do projeto de lei, pejorativamente denominado de “cura-gay”. O que presenciamos é uma campanha sórdida de desinformação sobre o projeto. Parece ser desejo de alguns jornalistas, editores e redatores, manter a população na ignorância com relação aos temas ligados a agenda da moda (homossexualismo, abordo, drogas, etc).

Vamos tentar trazer luz aos nossos leitores sobre o que se trata.

Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se posicionou sobre a questão da homossexualidade como doença. Entendendo que a homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana, o órgão definiu que ela não poderia ser considerada como condição patológica. A partir deste entendimento, o Conselho Federal de Psicologia (CFP), em 1999, proibiu os profissionais de participarem de terapia para alterar a orientação sexual.

Em 2011, o deputado federal João Campos (PSDB-GO) protocolou na Câmara dos Deputados um Projeto de Decreto Legislativo (PDC 234/11) que propõe sustar a aplicação do parágrafo único do art. 3º e o art. 4º,  que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.

Eis os artigos que são “modificados” a partir do projeto aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias:

Art. 3° - os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

Parágrafo único - Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Art. 4° - Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

Observe. O projeto mantêm a íntegra do art. 3º e apenas retira seu parágrafo único e o art. 4º da referida resolução.

“O art. 3º” impede a ação “coercitiva” tendente a orientar homossexuais, o que é absolutamente correto. Nenhum profissional pode obrigar alguém a não ser homossexual, como, também, deveria ser proibido estimular alguém a sê-lo. Sendo uma escolha pessoal, cabe aos demais o respeito ao direito que todo cidadão tem de ser e, principalmente, não ser homossexual.

“O parágrafo único” traz problema de caráter pessoal para o psicólogo, cerceando um direito constitucional que ele possui de livre manifestação do pensamento e crenças. Ninguém pode ser proibido de participar do que quiser, dentro dos limites das Leis brasileiras. O CFP não pode legislar sobre a liberdade individual do cidadão, inclusive revogando direitos, mesmo sendo ele um psicólogo. A psicóloga Marisa Lobo tem enfrentado horrores em decorrência da perseguição do Conselho Federal de Psicologia, baseado nesse parágrafo único. É justo e democrático que seja suprimido.

“O art. 4º” é outra aberração que traz um problema para o indivíduo que, incomodado, angustiado e infeliz com sua condição, não pode recorrer a ajuda psicológica. O que se divulga é a ideia de que todo homossexual é feliz com sua condição. Ledo engano (que eles mesmos respondam com sinceridade de alma coração). O conselho de psicologia não pode cercear o direito que o cidadão possui de buscar ajuda sobre aquelas situações que lhe causam incômodo e angústia. O psicólogo pode e deve ajudá-lo, pois, foi para esse fim que estudou e se profissionalizou. Mais uma vez, nos limites da lei. Está mais do que correto sustar a aplicação deste artigo.

Resumindo, se a pessoa se vê e se sente doente e infeliz com a prática homoafetiva, então ela deve ter o direito de procurar ajuda de profissionais. Uma doença não é apenas uma definição, mas uma condição. Aliás, essa é a mesma filosofia adotada pelos cirurgiões plásticos para tratar e mudar fisicamente pessoas que estão infelizes com alguma característica em si mesmas. Pessoas clinicamente perfeitas, mas extremamente infelizes e "doentes" interiormente. Neste quadro, precisam e devem receber ajuda dos profissionais da psicologia.

Como se vê, a desinformação encontra eco na imprensa que insiste em massificar a ignorância e obrigar os brasileiros a aceitarem o que não querem e, até mesmo, obrigá-los a serem o que não são. Cabe-nos estender a informação de tal forma que as pessoas não vivam na ignorância das mentes escuras dos redatores dos jornais e da TV. Eles, por livre e espontânea vontade, querem viver nas trevas da ignorância. Nós queremos a luz da verdade.

A proposta recebeu apenas um voto contrário, do deputado Simplício Araújo (PPS-MA). O texto segue, ainda, para as comissões de Seguridade Social e Família, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir para o Plenário.

Comentários

Anônimo disse…
Boa tarde Eliel.

Só para corrigir uma informação.

Na verdade em 1990 a homossexualidade DEIXOU de ser considerada doença.

Interessante o seu ponto de vista, mas procure basear-se em fatos fidedígnos.

Forte abraço!

http://vidaeestilo.terra.com.br/ha-21-anos-homossexualismo-deixou-de-ser-considerado-doenca-pela-oms,0bb88c3d10f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html
Eliel Barbosa disse…
Caro anônimo,

Vou repetir o que está escrito no texto comentado: "Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se posicionou sobre a questão da homossexualidade como doença. Entendendo que a homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana, o órgão definiu que ela não poderia ser considerada como condição patológica."

Como parece que você leu o texto muito apressadamente e não conseguiu entender a informação exposta, vou repetir o trecho para maior segurança: "...o órgão definiu que ela não poderia ser considerada como condição patológica", ou seja, DOENÇA.

Procuro basear as informações postadas aqui em "fatos fidedígnos" com o mesmo cuidado que procuro ter quando leio.

Você não se identificou. Como não não há agressão em teu comentário, apenas uma crítica mal feita, tudo bem. Entendo o porquê de teu anonimato.

Valeu.

Fique com Deus.

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