segunda-feira, 3 de junho de 2013

Eu, Sozinho, Sou Apenas Eu. Com Outro Cristão, Somos a Igreja de Cristo.

Sozinho, sou apenas um Moisés no deserto, não passo de um Gideão malhando trigo no lagar ou, no melhor das hipóteses, um Daniel arriscando-me a vida para fugir das iguarias do rei.

Não penso igual, ainda que meus pensamentos possam encontrar semelhança em algum lugar. Sou apenas um indignado com o resultado dos produtos dos homens-políticos, dos homens-religiosos, dos homens-cara-de-pau, dos homens que trabalham tanto para construir seus castelos de areia. Sou racional, emocional... e covarde.

Vejo os loucos que arriscam impulsionados por sua loucura, ouço os lunáticos defendendo causas que, na prática, não representa melhoria nem para si mesmos, percebo os afligidos aplaudindo o espetáculo do circo criado para os iludir, e não consigo sair da redoma do conforto, da segurança, do comodismo que me acomoda na redoma da inércia. E nessa redoma me vejo só.

Sozinho não consigo largar a criação das ovelhas no deserto, nem a tutela dos que me sustentam. Preciso de Arão. Sozinho não consigo pensar em nada melhor que ficar dentro de uma bacia. Preciso dos trezentos. Sozinho sou apenas um prisioneiro evitando me contaminar com a pouca vergonha do reino. Preciso de companheiros.

Acredito naquele que fala comigo, mas, tenho medo do meu próprio povo; Esforço-me por moldar meu coração em suas leis, mas, me isolo, me escondo; Quero anunciar aos homens os princípios que creio, mas, só consigo alcançar o chefe dos eunucos.

Sinto um desespero na alma, uma angústia que me encurta a visão e me faz perder a condição de enxergar a luz no fim do túnel. Tudo vai escurecendo... Temo faltar-me forças. Receio perder a consciência e ser levado, como maria-vai-com-as-outras, para a multidão dos que olham, percebem e nada fazem. Pelo contrário, até gostam do que veem - o circo, o entretenimento, a fantasia, a ilusão - e se vendem, subindo no picadeiro para fazer parte do mesmo espetáculo.

Moisés, Gideão, Daniel, Paulo e outros tantos, saíram da terra inóspita e bateram de frente com o grande Faraó; Foram arrancados do lugar onde pisavam (e eram pisados), e distanciados dos chicotes dos que dominam pela força; Ficaram distantes daqueles que se impõem pela tradição repetida como um mantra, e foram ser instrumentos de Deus. Eram protestantes mesmo antes de Martinho Lutero.

Aqui estamos, em pleno século XXI, conhecedores do cristianismo e Seu Cristo, de suas verdades e de seus frutos. E o mundo melhorou? Não! Porque Moisés, Gideão, Daniel, Paulo e os outros tantos morreram, e apesar de ações esporádicas ao longo desse tempo, os homens cansaram do evangelho genuíno. Precisaram adaptá-lo para moldá-lo aos novos tempos.

Ficou tudo muito parecido, semelhante, igual, até que cansou e a gente preferiu se isolar... se acomodar... Como Ló na porta de Sodoma e Gomorra esperando que alguém venha nos socorrer... ou nos destruir.

Mas, sou cristão, e um cristão sempre encontra outro quando medita na Palavra de Deus, pois, ser cristão é ser corpo com outros em Cristo. É aí que o mistério antigo se torna claro como a luz.

Sozinho, nada posso fazer. Com o outro, em Cristo, "tudo posso naquele que me fortalece" (Fp. 4:13). Sozinho, sou apenas eu. Com o outro, somos a Igreja de Cristo, poderosa para fazer a diferença numa nação (Mt. 16:18).

E aí? O que é que você me diz?

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