O Cristão, Suas Crenças e os Partidos de Esquerda

Passamos tanto tempo sem nos envolvermos com política que, agora, confundimos cristão na política com cristão em partidos políticos.

Vivendo esse tempo em que um líder político de esquerda, Sr. Luis Inácio Lula, um ex-presidente da república, é preso sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, e os cristãos resolvem expor suas opiniões abertamente. Aquilo que se evitava envolvimento, sob alegação de ser assunto secular, passou a ser motivo de preocupação nas hostes cristãs, haja vista que, em função da expansão de ideologias anti-cristãs, percebeu-se o risco do Brasil se tornar uma nação ateia e arredia aos cristãos.

Isto, forçosamente, trouxe consciência de que, num regime democrático, a única forma de se fazer respeitar em suas opiniões e crenças, é através de representantes no parlamento e nas instâncias governamentais. Os cristãos se conscientizaram que, como cidadãos, devem pagar impostos, como sempre fizeram (à Cesar o que é de César), mas, também, devem opinar sobre os destinos da pátria (feliz a nação cujo Deus é o Senhor) e, mais importante, votar de acordo com suas convicções e desejos. Aí, sim, a surpreendente novidade.

A sociedade, por outro lado, passou a levar em consideração as posições cristãs porque se tornaram numerosos entre a população. Deixaram de ser gente sem expressão para tornarem-se influentes no jogo democrático.

Mas, o jogo democrático se faz no discurso convincente e no voto. O mesmo mecanismo que aponta a Bíblia como a Palavra de Deus e que deve ser lida e aceita como regra de fé e prática, está presente na retórica política. Você aceitará tudo aquilo que, racionalmente, se convenceu como correto e razoável e, partir disto, conduzirá sua vida em função dessas crenças.

Na prática cristã, se lhe dizem que o relacionamento com Jesus Cristo é um jogo de troca (benesses x subserviência), você aceitará tudo que lhe é imposto sem reclamar, contanto que continue recebendo tudo que você deseja. Na política secular, a mesma coisa. Observem como os defensores de determinados políticos o fazem com base no que ganharam (materialmente) durante seu mandato, sem se importarem com possíveis desvios morais, éticos e espirituais.

Os cristãos na política deveriam trazer mais luz sobre a ética, sobre a moral e sobre o lado espiritual da coisa, levando em consideração, não as benesses porventura recebidas, seja pelos indivíduos, seja pelas instituições religiosas, mas sim, os princípios estabelecidos pela Palavra de Deus.

Ele roubou, mas faz, não serve! Ele me ajudou, não serve! Ele não é cristão, mas, ajuda a igreja, não serve! O que serve é ser firme nos princípios cristãos que se defende, entendendo serem princípios norteadores para uma sociedade justa, igual e solidária.

Infelizmente hoje se tem a figura do cristão ideologizado politicamente. Ele absorve e aceita ideologias seculares sem considerar os princípios cristãos estabelecidos na Bíblia. É difícil compreender como um cristão pode deixar de levar em consideração os ataques a fé cristã e sua moral e defender qualquer mandato de um político de esquerda.

Basta uma busca pelas propostas anticristãs no Congresso Nacional para perceber a presença de políticos de esquerda defendendo sua aplicação e sua imposição sobre a sociedade brasileira. Mesmo sabendo que a população brasileira, em sua ampla maioria, não aceita aquela proposta. Os esquerdistas são proeminentes defensores de propostas que encampa defesa do aborto, divórcio, casamento homossexual, ideologia de gênero, prostituição, liberação de drogas, proteção do consumo de álcool, degradação moral e laicidade do estado brasileiro a ponto de desejar proibir o cidadão brasileiro de professar sua fé livremente (ex.: proibição da exposição e divulgação de símbolos religiosos (incluindo a Bíblia), assim como, limitação das atividades cristãs no Brasil).

Como ficamos? Simples.

Os cristãos precisam de conscientização sobre política cristã, a fim de estarem vacinados contra a "mentira travestida de verdade", incutida na mente e no coração dos brasileiros, sob o fundamento de que é o melhor para o Brasil. Esta "mentira travestida de verdade" os cristãos sabem como funciona, pois, é a repetição do que aconteceu no Éden.

A ideologia esquerdista tem um custo. O custo da fé e dos princípios cristãos. Por esta razão, não há meio termo. Em pleno século XXI, ou os cristãos defendem Cristo, ou soltam Barrabás.

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