quarta-feira, 20 de abril de 2011

Qual a Essência da Tua Família?

Certa feita, depois de atender um telefonema de um de seus filhos, ouvi de uma juíza o seguinte comentário: “Amo meus filhos de paixão, mas, hoje, não me casaria”. Fiquei com este comentário guardado em minha memória e achei estranho que alguém pudesse tecer este tipo de consideração acerca da própria família. Hoje, muitos anos depois, utilizo este episódio para questionar o porquê de tal afirmação e descubro que a razão é o trabalho que uma família dá.

Família não é só sonhos, felicidades e sorrisos, é, também, dor, lamento, frustração, incompreensão e luta. Luta diária pela estabilização, pelo amadurecimento e pela conquista do ideal de família que cada um carrega dentro de si. Como depende de cada um e de todos, sendo cada pessoa constituída de um universo próprio, com base diferente, ideal diferente e compreensão diferente, os conflitos são inevitáveis. Família dá tanto trabalho que os dois maiores nomes do NT se abstiveram de contrair matrimônio a fim de terem condições adequadas para exercerem seus ministérios. Eles eram solteiros (Jesus e Paulo).

Apesar disto, família é o projeto de Deus para o homem que não quer ficar sozinho, é nosso porto seguro, é o lugar onde podemos descansar e contar com o outro, é aquele ninho que cada um pode chamar de seu e contar com o apoio dos demais, é aquele recanto de companheiros e companheiras que, independente das circunstâncias e do tempo, serão sempre nossos pais e irmãos.

Como se vê, família é um organismo com defeitos e virtudes. Nos defeitos, dor, nas virtudes, sorrisos. O que vai definir ou amparar comentários como o da juíza mencionada, é o resultado da avaliação que fazemos de nossa família. Afinal, nossa família vale à pena?

Você só pode chegar à conclusão que sua família vale à pena quando as virtudes produzidas por ela são maiores que os defeitos. Esta é a fórmula ensinada por Cristo que podemos utilizá-la, por analogia, no que diz respeito à família.

(Mt. 7:15-20) “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”.

(Lc. 6:43-45) “Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca”.

Vamos entender melhor o que disse Jesus. Uma árvore boa produz frutos bons, ou seja, uma família bem estruturada vai produzir boas obras, consequentemente, uma família mal estruturada, produzirá maus frutos. Observe que Jesus insistentemente destaca a essência da árvore quando diz que uma árvore má vai produzir frutos ruins. Está enraizada nela o produzir frutos indignos. Ela, a árvore má, não conseguirá produzir bons frutos porque sua essência está deteriorada.

A partir daí, podemos perguntar e responder: Pode uma árvore má produzir bons frutos? Em tese, sim, pela essência não. Pode uma árvore boa produzir maus frutos? Em tese, sim, pela essência, não. Como Jesus está falando de essência, logo, é impossível uma família bem estruturada produzir maus frutos e uma família mal estruturada produzir bons frutos (lei da semeadura - Gl. 6:7).

Para uma restauração eficaz, não fuja da verdade. Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (1 Co. 13:8). O que Paulo está dizendo é, não lute contra a verdade, lute sempre a favor do que é verdadeiro. É preciso considerar com sinceridade o resultado da avaliação que fazemos de nossa família, pois, um resultado falso irá impossibilitar uma possível, e as vezes necessária, correção de direção. Isto se traduzirá na manutenção de uma estrutura familiar semelhante a uma pirâmide de cartas de baralho. Um vento a mais, e ela cairá. E o que não falta hoje em dia são vendavais para destruir famílias.

Lógico que não sou eu quem vai avaliar sua família, ainda que os defeitos de algumas extrapolam os limites do lar, repercutindo na igreja, na comunidade onde se vive e na escola. Quem a conhece bem é você. O que podemos dizer é: “Se  sua família está sendo construida sob a base do ódio, da rispidez e do rancor, o resultado será sempre violência, incompreensão e desarmonia”. Por esta razão, o mais importante disto tudo é a atitude que você vai tomar se obtiver como resultado uma avaliação negativa e chegar a mesma conclusão da juíza.

Se isto acontecer, está na hora de mudar a base de construção dela. Vai continuar dando trabalho, mas, como o nascimento de um novo dia, a noite vai passar paulatinamente, e o dia vai nascer brilhando, brilhando, brilhando até se tornar dia perfeito. Se este é o teu desafio, há alguém que se dispõe a ajudá-lo nesta jornada. Seu nome é: “JESUS”, seu amigo, “se fizerdes o que Ele vos manda” (Jo.15).

Câmera, luz, ação: “Entrega o teu caminho ao Senhor (gerencia tua família com base nos conselhos de Deus), confia n’Ele (mantêm tua esperança de melhoria não em tuas necessárias ações, mas, n’Ele) e tudo Ele fará (Ele se compromete com o resultado)” (Sl. 37:5).

Nenhum comentário: