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A Falsidade dos Crimes Homofóbicos

Uma das características da minoria homossexual é falsear a realidade para obter repercussão na mídia, e com isto, obter argumentos para levar em frente seu projeto de transformar o Brasil numa sociedade de especiais. Querem ser tratados como diferentes pela lei.

Querendo fazer crer que sua luta visa coibir a violência contra eles, utilizam como justificativa à imposição de leis restritivas às críticas dos demais cidadãos, os ditos crimes homofóbicos. Distorcem a realidade a fim de pintar um quadro inexistente no Brasil. Estão ancorados na velha máxima: “repete-se a mentira e ela se torna verdade” (Goebbels).

A sociedade brasileira não é homofóbica, apesar de existirem pessoas que não suportam conviver com alguém com conduta diferente da sua, e que, para se ver livre delas, as agridem e, às vezes, matam. Pessoas assim existem e vitimam não somente homossexuais, mas, também, nordestinos, negros, brancos, índios e mendigos. Há crimes cuja motivação é homofóbica, porém, nada que justifique o tratamento especial e a criação de leis específicas.

Segundo eles, no Brasil, de 1980 à 2005, foram assassinados cerca de 2.511 homossexuais. Isto corresponde a uma média de 100 (cem) assassinatos por ano. Numa população de 180.000.000 (cento e oitenta milhões) de habitantes, isso corresponde a 0,0000006% da população brasileira. Só para se ter uma idéia do “exagero” da propaganda e da repercussão destes crimes, em 2006 e 2007 foram assassinados 59.896 negros (cerca de 30.000 por ano), e não se ouve qualquer estardalhaço quanto a isto. Vale salientar que repugnamos toda agressão cometida contra qualquer pessoa, seja negro, branco, pobre, rico, culto ou analfabeto. O que repugnamos, também, é a tentativa de acusar a sociedade brasileira de ser o que ela não é, tendo como base falsa premissa.

Para compreender ainda mais a realidade dos fatos, basta perceber que, qualquer assassinato cuja vítima seja identificada como homossexual, passa a ser considerado, por eles, como crime homofóbico, independente das circunstâncias do evento. O cidadão, gay, em uma aventura noturna, se encontra com um estranho, leva-o para um hotel e é surpreendido com a agressividade de um bandido que lhe rouba os bens e o mata (fato verídico noticiado pela imprensa baiana). Ora, o pano de fundo deste crime é a homofobia ou a conduta de risco do cidadão?

Quantos homens foram roubados e mortos quando estavam se relacionando com mulheres estranhas? Se houvesse um levantamento, certamente, teríamos dados maiores que os coletados pelos homossexuais, e nem por isto deveríamos ser considerados como um país “heterofóbico”. Do jeito que eles analisam os crimes, se um bandido homossexual morrer em confronto com a polícia, vão ser capazes de utilizar este episódio para rechear os dados dos supostos “crimes homofóbicos”. “É muita fumaça para pouco fogo”.

Os grupos que defendem a conduta homossexual vêm se utilizando deste tipo de mecanismo desde que adotaram a crença de que 10% da população seria composta de homossexuais. Eles chegaram a esta conclusão a partir de uma pesquisa realizada numa penitenciária masculina.

Um crime só pode ser considerado homofóbico se a motivação dele for a aversão a conduta homossexual da vítima. Quando a violência acontece em virtude da ação bandida ou por ato fortuito, não pode ser tipificado desta forma. Na verdade, como o grupo homossexual não possui qualquer dado que justifique seus discursos protecionistas, se esmeram em criar factóide a fim de promover a cisão social e, com isto, manipular a opinião pública com falsos dados que os transformem em uma classe de homens indefesos que precisam ser protegidos e amparados por leis específicas (vide PLL 122/06).

No Brasil já há leis suficientes para proteção de seus cidadãos. Se uma pessoa é agredida física ou moralmente, o agressor deve ser punido nos rigores da lei, independentemente de sua vítima ser homo ou heterossexual. Nossos parlamentares não devem, a despeito da maioria da população, conceder privilégios aos homossexuais, transformando-os em uma classe de pessoas especiais.

Os homossexuais não precisam da aprovação dos demais para serem o que querem ser. Devem, no entanto, conviver com a sociedade do jeito que ela é. Tem todo direito de buscar as melhorias que entenderem necessárias, porém, não tem o direito de manipular a verdade nem tirar da maioria da população o direito de criticá-los quando achar conveniente. Além disto, por princípio democrático, as pessoas têm o direito de se manifestarem e defenderem seus pensamentos nos limites da Lei. Não podemos concordar ou aceitar de braços cruzados que os grupos homossexuais invadam nossa intimidade individual e familiar, e determinem o que devemos pensar, dizer e aceitar.

Da mesma forma que devemos respeitar e tolerar os homossexuais, os homossexuais devem respeitar e tolerar os demais brasileiros sejam heterossexuais ou eunucos. É assim que se vive a democracia. É o que desejamos para o Brasil.

Comentários

Carolina C. disse…
Boa noite Sr. Eliel,

li a sua resenha sobre A Falsidade dos Crimes Homofóbicos e, em alguns pontos venho debater.
Não concordo que homossexuais não precisem da criação de leis para própria proteção.
Já que, assim como os negros, sofrem muito mais preconceito do que uma pessoa heterossexual e branca, por exemplo.
Um crime motivado por ódio, repulsa ou raiva pela condição sexual (já que acredito que homossexualidade não seja opção e sim condição, em alguns casos) tem que ser tratada como um crime normal? (se é que a ato criminoso é normal!)
Só procuramos uma proteção para que todos possamos viver dignamente, cada um do jeito que bem entender.
Desde já agradeço a atenção, e esclareço que respeito sua opinião.
Eliel Teixeira disse…
Antes de mais nada, quero agradecer pelo seu comentário equilibrado e ponderado, o que me permitiu publicá-lo, ainda que não concordemos. Esta é a democracia que buscamos.
Imagine, meu caro, se cada grupo que se sentir vítima de preconceito propor uma lei para sua proteção? Vai ficar pior que no período da ditadura militar. A maior necessidade do nosso país é a melhoria na educação de nosso povo, para que, desta forma, a democracia se consolide. No entanto, enquanto a educação não for prioridade, a ignorância que gera preconceito contra cristãos, negros, homossexuais, índios, mendigos e pobres continuará, se agravando ainda mais com a criação de leis ineficazes que só geram separação e conflitos.
De qualquer forma, saiba que, apesar dos nossos pesares, Deus, através do seu Filho Jesus Cristo, têm um profundo amor por cada um de nós. Isto inclue você. Este amor divino chegou ao ponto de se sacrificar para te ver livre de suas angústias, tribulações e pesares.
Valeu.
Fique bem...
Fique com Deus.

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