terça-feira, 26 de abril de 2011

Eles São os Únicos Responsáveis


  
Irª Valdete e Pr. Cazildo Teixeira
Esses são os únicos responsáveis pela base de meu caráter. Todo senso do que é correto e íntegro foi-me dado por eles. Foram eles que, durante o tempo em que fiquei sob seus cuidados, mostraram-me como é bom servir a Deus com sinceridade, sem tergiversar, sem abrir mão dos seus valores, crendo piamente em tudo que está escrito na Bíblia como mensagem do coração de Deus para o meu coração.

Eles são os responsáveis por me ter feito acreditar que as pessoas mais pecadoras existentes no mundo podem mudar de atitude apenas crendo em Jesus (E eles estão certos); Eles são os únicos responsáveis por me fazer entender que o respeito aos outros é base fundamental para conviver com o outro (“Merece respeito quem se dá o respeito”); Foram eles que me disseram que a melhor forma de lidar com o pecado é reconhecendo sua existência e, arrependido, confessá-lo à Deus.

Lembro-me desse senhor me dizendo que “não sabe chamar o amargo, doce”, ressaltando que um homem honrado não precisa de assinatura num pedaço de papel para cumprir com sua palavra; Lembro-me dessa senhora insistindo comigo que Deus me aceitava como eu sou, e que era uma bobagem tentar esconder-me d’Ele ou ficar com medo de sua ira. Pelo contrário, apresentou-me Seu amor.

Vi, várias vezes, as lições que ele e ela me deram sem abri a boca, apenas como testemunho de pessoas, realmente, impactadas pelo evangelho de Cristo. Percebi o esforço dessa mulher de fé ministrando ao meu coração que uma família equilibrada e feliz não é aquela que não passa dificuldade, mas, sim, aquela que apesar das adversidades não abre mão da esperança de dias melhores. Entendi, quando esse senhor subia e descia levando a preciosa semente, o significado real de evangelista, um alguém que como um “zé-ninguém” faz a obra de Deus apenas por amor.

A “culpa” é dela, por ter me mostrado que um homem e uma mulher não guerreiam cobrando responsabilidades familiares, mas, sim, se unem na batalha pela formação, sustentação e edificação de sua família.

A “culpa” é dele, por ter me deixado com vergonha de ser chamado “obreiro”, pois contemplei o resultado do seu trabalho e ouvi de outras pessoas a confirmação de sua nobre postura espiritual.

A “culpa” é desse meu herói, dessa minha heroína, que como mocinho e mocinha da minha história, nunca morrem no final. Vão continuar me ensinando a ser homem, honrado, responsável, dedicado. Eles são os únicos “culpados” pelo bem que faço. Quanto aos meus erros, são apenas reflexos das vezes que tentei andar sem está seguro em seus braços. Quatro braços fortes, ternos e sinceros. Os braços de duas pessoas que jamais o mundo produzirá igual.

“Meu velho”, Cazildo, uma existência que é o ápice da honradez, da grandeza de alma, da vida vivida por quem bem representa Deus.

“Minha velha”, Valdete, um gotejar perene de graciosidade e virtudes, como o orvalho lançando sobre nossa vida a essência amorosa do Senhor.

O que devem receber esses “culpados” da minha vida? Não sei o que lhes dar, nem mesmo sei qual expressão melhor representaria o sentimento singelo que envolve meu ser quando percebo suas presenças em minha memória. Sinto em minh’alma apenas o reconhecimento das lutas enfrentadas em minha defesa, as orações por minha alma salva e a perseverante busca por minha felicidade. E é assim, sentindo a minha alma, que descubro a melhor coisa a lhes oferecer... eternidade.

Exatamente isso: “Eternidade”. Vossa existência, pela essência que tens, só pode ser coisa de Deus. Vidas como essas são imortais, eternas, como Ele.

Obrigado, meu Pai. Obrigado, minha Mãe.

4 comentários:

Pr Dário Gomes disse...

Só que aprendeu a honrar pai e mãe saberia expressar de forma tão bela e emocionante esta homenagem.
Em ti se cumprirá as promessas de dias prolongados. Ex 20.12
Parabens, fiquei emoconado!

Pr Dário Gomes

Eliel Teixeira disse...

Obrigado meu caro Pr. Dário.
Agradeço constantemente a Deus pela vida dos meus "velhos", pois, dentro de suas limitações, fizeram o máximo por mim e meus irmãos. Sou suspeito, mas, a homenagem é justa.
Valeu.
Fique com Deus.

ISAEL COSTA disse...

DEUS TE ABENÇOE ELIEL ,A OBRA DE DEUS PRECISA DE PESSOAS ASSIM COM ESSA POSTURA

Eliel Teixeira disse...

Obrigado por seu comentário, Isael.
Acho fundamental que reconheçamos o valor de nossos pais, principalmente, enquanto ainda estão conosco. Afinal, homenagem feita para que terceiros vejam, é coisa de político. Graças a Deus os meus velhos ainda estão perto de mim, daí, minha necessidade de homenageá-los sempre, para que percebam o quanto foram e são importantes em minha vida.
Fique com Deus e reproduza esse sentimento com os seus.
Um abraço.