sexta-feira, 8 de abril de 2011

É Hora de Afastarmo-nos dos Maus

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis (Mt. 7:15,16a)”. Palavras de JESUS!

O ambiente cristão se deteriorou, e a deterioração foi acontecendo e nada foi feito para impedi-la, mesmo à vista de alguns (inclusive líderes). Ao longo do tempo fomos sendo acomodados num cantinho qualquer da vida da igreja local. Já de muito tempo que o "líder-maior" ou "líderes-maiores" transformaram reuniões ministeriais numa oportunidade, para eles, de exercitarem a paciência. Ouvir, ouvir, ouvir "aquele pessoal" fazer seus comentários para, no final, aprovar, com um simples balançar de cabeças, o que de antemão já estava acertado pela "casta".

O histórico é muito simples. Num primeiro momento, todos eram ouvidos; num segundo momento, os membros deixaram de ser ouvidos e foram substituídos pelos "consagrados"; num terceiro momento, apenas o corpo ministerial (presbíteros e pastores); num quarto momento, só os pastores e, finalmente, apenas os que vivem "disso" e não "pra isso" passaram a ser ouvidos, amparados por estatutos modificados ao bel-prazer do mandatário, a fim de legitimar o que, espiritualmente e moralmente, é inaceitável do ponto de vista cristão.

Ora, acomodados e silenciados, seja por cargos de liderança, seja por consagrações, seja por honorários, deixaram que instituições, antes respeitadas, fossem submetidas a caprichos e vaidades pessoais em detrimento dos seus valores mais nobres. Como nos diz Paulo, "Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente" (Rm. 1:25).

Talvez isto tenha acontecido como resultado do ensino desequilibrado sobre o amor cristão, amor que "tudo" suporta, "tudo" crê, “tudo” espera... Faltou-nos criticidade. Fomos sendo acomodados por ensinos ministrados de acordo com interesses nem sempre tão santos. Mas, não importava. Nossa confiança era cega, mesmo com a Palavra de Deus nos recomendando "provar se os espíritos são de Deus", "ouvi tudo e reter o que é bom", "resistir ao diabo”, ter cuidado pois ”o  anjo de luz, se possível fosse, enganaria até os escolhidos", "cultuar de forma racional", acautelar com os "lobos devoradores", etc, etc, etc.

Nesse ambiente distorcido, vesgo, aceitamos a crença e esquecemos a prudência. Por esta razão, confundimos gratidão com subserviência, ética com "vista grossa", amor com covardia, humildade com acomodação, misericórdia com cumplicidade, honra com cargo, crescimento na graça com consagração, obra de Deus com organizações religiosas e seus suntuosos templos.

Enfim, subvertemos a ordem das coisas e mergulhamos a agradável igreja local nesse marasmo que calam os sábios e dá voz aos loucos na condução do rebanho de Deus. Como resultado, gente desorientada, angustiada, enchendo auditórios como testemunhas oculares da degeneração do evangelho. Um rebanho enfraquecido que ouve qualquer voz e não consegue distinguir um mercenário do bom pastor. Nesse clima, todos seguem como culpados, seja por omissão, ação ou ignorância.

Face as circunstâncias, só há uma maneira de romper com o círculo vicioso: Saiam da “Babilônia”. Rompam com o inaceitável. Despertemos. Não é Deus quem os sustenta, somos nós com nossos dízimos e ofertas. Sabemos porque e para quê lhes entregamos esse dinheiro e percebemos que não os utilizam para o fim proposto por Deus e desejado por nossos corações. Na verdade, jogamos esses valores num poço sem fundo, enquanto contemplamos as crescentes carências da obra de Deus, e as pessoas, que deveriam ser o alvo final desses recursos, sendo devoradas pela morte sem Deus, sem paz e sem salvação. Vemos e permanecemos inertes, alienados, de certa forma, concordando com seus erros. Entendam. O combustível dessa gente são os recursos que recolhem da nossa boa-fé, ou melhor, da nossa ingênua fé.

Nosso comportamento nessa degradação, tem sido de gente que, parece, querer ser mais "misericordioso" e "amoroso" que Deus. Ora, O Próprio Pai e Seu Filho demonstram na Bíblia que há sempre um limite aceitável. Devemos, então, utilizar armas carnais para resolver o problema? Claro que não. Devemos arrancar na marra o joio do meio do trigo? Também não. Devemos chamar o ímpio (Justiça humana) para se intrometer como braço de Deus entre nós? longe de nós! Mas, há sensatas recomendações de Deus a seguir.

"Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos" (Ap. 2:2). Depois de fazermos prova se são de Deus e os acharmos mentindo, aceitemos a recomendação de Paulo ao seu filho Timóteo, após constatar as características desses mentirosos:

“...homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Tm.3:2-7).

Atentem para o que alguns deles, muitas vezes, ainda falam: “Sedes meus imitadores como eu sou de Cristo”. Ora, se já deixaram de imitar Cristo, o que é que nós estamos fazendo amparando-os em sua jornada ao nada? Deixemo-los sozinhos para, sabe Deus, terem tempo de recuperarem suas vidas e fugirem das nefastas consequências do rigoroso, porém, justo juízo de Deus.

Saiamos e juntemo-nos aos simples, aos decentes, aos pobres de espírito que almejam a justiça de Deus, àqueles que dão testemunho com suas vidas que estão comprometidos com Deus e sua Palavra. Vamos fazer corpo com aqueles que sacrificam a si em favor do outro, pois, estes, demonstram fazer parte de um corpo que tem como cabeça, Cristo. Estão no caminho certo. Boa gente pra seguir. Boa gente pra imitar e amparar com nossa atenção, nossos recursos e nossa vida.

2 comentários:

Cleovano Batista disse...

A paz do Sr.Jesus, meu caro irmao Eliel,
Fico maravilhado com a capacidade que Deus te deu de lidar com as palavras.
Sabias palavras.
Fazendo um esforco enorme para acrescentar algum comentario, diria que a Igreja Ass. de Deus em Salvador deu um passo de ~30anos, "para tr'as". Levara anos para retornarmos ao ponto que paramos (2010) e entao seguir em frente.
Chega de lamento (digo a mim mesmo), quanto antes reiniciarmos a caminhada mais rapido chegaremos a ponto "zero".
Cleovano Batista

Eliel Teixeira disse...

Meu caro, Cleovano.

É verdade. Retrocedemos. Mas, precisamos retirar as lições que as adversidades nos ensinam. Acredito que, enquanto igreja local, tenhamos jogado na vala da inutilidade os cerca de trinta anos mencionado, porém, enquanto "corpo místico de Cristo", continuamos avançando. Quando a figueira balança, as folhas secas, os galhos desligados do tronco e os frutos podres caem. Acredito que os episódios que acompanhamos sejam usados (não realizados) por Deus para purificação de seu povo. Esta é uma das formas utilizadas por Ele para desmascarar os maus e selecionar os seus "filhos adotivos". Neste imbróglio todo, o melhor lado é o de Cristo. Afinal, independente dos que se apresentam com a razão, nossa melhor postura é a de "sal da terra e luz do mundo".
Obrigado pelo comentário.
Fique com bem...
Fique com Deus.