segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Evangelismo no Carnaval Baiano

"Nem evangélicos resistem ao carnaval
Publicada em 19/02/2014 pela Tribuna da Bahia online
 
Sal da Terra
Comemorando 15 anos, o bloco evangélico Sal da Terra irá mais uma vez percorrer as ruas do Centro Histórico (Circuito Batatinha) durante o Carnaval.
 
Formado por cerca de 500 integrantes da Igreja Batista Missionária da Independência, o bloco, este ano com abadá verde e amarelo, caminhará pelas ruas do Pelourinho ao som dos percussionistas liderados pelo ex-membro do Olodum Valdemiro que adaptou as músicas gospel ao ritmo do samba-reggae.
 
Se parece estranho a presença de evangélicos no circuito da folia, os organizadores revelam que o principal objetivo é evangelizar, disseminar os ensinamentos de Cristo. O tema deste ano é “Todos precisam saber e você precisa falar”. Segundo eles, a Igreja não pode interromper a sua missão de proclamar a salvação em Cristo, seja qual for o tempo e o lugar. “Não somos do Carnaval, estamos no Carnaval com um propósito missionário. Estamos anunciando a volta de Cristo, levando esperança aos perdidos, provando que a verdadeira felicidade está em Jesus”, afirmou Gustavo Mercês, um dos assessores do bloco.
 
O bloco garante que fará uma verdadeira adoração a Deus através de diversas manifestações culturais como grupo de dança, Robozão, apresentações infantis, capoeira, teatro e apresentações musicais que ocorrerão na Praça da Sé, batizada pelos integrantes como “Praça da ”."
 
COMENTO.
 
Apesar do título tendencioso, precisamos olhar para esta notícia do ponto de vista da ação evangelística adotada por nossos irmãos. Se seguirmos o viés da interpretação exposta no título da notícia, nossa compreensão da ação será reflexo do pensamento secular e natural do repórter/jornal. A idéia de que esta ação evangelística é prova de que os "evangélicos não resistem ao carnaval" é equivocada. O repórter expõe uma visão desprovida do discernimento espiritual que apenas os que abraçaram a fé em Jesus possui.
 
"Sem levarmos em considerarmos a origem da festa, seus objetivos idolátricos, a palavra "carnaval" do ponto de vista etimológico, e os excessos (drogas, sensualidade, sexo ilícito, violência)", enfim, sem uma análise rasteira, radical ou baseada em achômetros, a idéia se revela uma boa estratégia.
 
Certa vez, conversando sobre retiro de jovens durante o carnaval com meu saudoso tio, Pastor Manuel Marques de Souza, ele me disse: "Quando a cidade mais precisa dos crentes, nós saímos dela e a entregamos para que satanáz destrua a vida de seus habitantes".
 
Os irmãos da Igreja Batista Missionária "se fazem de tolos para conquistar os tolos", indo para o meio sem se contaminar ou praticar os mesmos excessos ou pecados adotados pelos demais. Como Jesus que estava entre prostitutas e pecadores concedendo-lhes a oportunidade de conhecer a mensagem de salvação. "São os doentes que precisam de médicos, não os são" (Mt. 9:10-13).
 
Que Deus os abençoe e os use para conquistar e salvar não apenas uma (o que já valeria a pena), mas, milhares dos que participam desta festa, ano após ano, sem nunca terem ouvido falar que Jesus os ama e deseja salvá-los.

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