quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Levanta-te, ó Deus, e Luta Tua Propria Guerra.

"Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste as cabeças das baleias nas águas. Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto. Fendeste a fonte e o ribeiro; secaste os rios impetuosos. Teu é o dia e tua é a noite; preparaste a luz e o sol. Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno tu os formaste. Lembra-te disto: que o inimigo afrontou ao Senhor e que um povo louco blasfemou o teu nome. Não entregues às feras a alma do teu passarinho; não te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos. Atende a tua aliança; pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade. Oh, não volte envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado. Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia" (Salmos 74:13-22).
 
O salmista enumera as várias situações que apontam a intervenção divina na história humana, rememora seu poder criador de todas as coisas e, num ato, talvez, de insensatez, se propõe a "lembrar Deus" das afrontas que o inimigo lhe faz. Como leva a crer o texto, o povo se deixa convencer (ou enlouquecer) dessa "ousadia" e resolve se unir a afronta blasfemando do nome do Senhor.
 
Em meio ao caos da loucura humana, o salmista faz uma súplica em favor daqueles que, tendo firmado aliança com Ele, estão aflitos e em risco de perderem a alma em atritos cruéis. Percebe que a luta contra Golias continua acontecendo gerando dores enormes em inúmeros outros pequenos Davis que guerream diuturnamente contra o império do mal. Reconhece que esta luta, origináriamente, não pertence a esses pequeninos, mas, sim àquele que os chamou para seguí-Lo e se identifica como o "Todo-Poderoso Deus."
 
É desta compreensão que, honestamente, lhe dirige um pedido: "Assume a guerra do teu próprio reino!"
 
Hoje, em pleno século XXI, as batalhas travadas envolvendo valores e princípios éticos, morais e espirituais, que colocam cristãos e pagãos em lados opostos, nasce da vontade divina expressa na Bíblia Sagrada. Este conjunto de normas, dogmas e/ou crenças se tornaram o arcabouço de princípios que identificam os valores que detem ser respeitados  e preservados pelos cristãos.
 
Os embates entre cristãos e pagãos é a tentativa de um grupo em expor, e muitas vezes equivocadamente, impor a visão do Reino de Deus aos homens, enquanto o outro grupo resiste e, indo além, tentam anular e destruir toda infuência do Reino de Deus nos homens, independentemente da qualidade do resultado prático alcançado para a sociedade. Este tipo de embate é identificado pelo salmista como "uma causa do próprio Deus".
 
Os homens não precisam se odiar, guerrear e matar, especialmente quando os agentes ativos são os cristãos. Sendo Deus o maior interessado na manifestação de sua vontade aos homens e o alvo final da ira dos seus inimigos, ouça Ele o pedido dos seus filhos: "Levanta-te, ó Deus, e guerreia tua própria causa."
 
Cristãos, baixem as armas, firmem-se na fé, sejam coerentes com os princípios divino em vossas atitudes diárias, se posicionem na sociedade ao lado dos valores construídos e permitam que Deus, se Ele quiser, lute suas próprias batalhas.
 
Ele tem sabedoria estratégica, armas apropriadas, miríades de seres angelicais à disposição e todo poder. Com as qualidades que possui e o poder que detêm, se Deus se levantar e lutar, Ele ganha a guerra.
 
À mim, me resta esperar.
 
Que assim seja.

Nenhum comentário: