quinta-feira, 6 de abril de 2017

Hipócritas Religiosos Inconsequentes!

As denominações religiosas se tornaram um lugar estranho de se viver. Esta afirmação nasce quando analisamos e vivemos o ambiente em muitas igrejas e suas convenções pastorais. Estas instituições tentam, em todo tempo, aprisionar o organismo vivo (Corpo de Cristo) em suas teias e levar cativa a Noiva do Cordeiro. São exímios em embaralhar ações espirituais com ações administrativas, opressoras, dominadoras, espoliadoras, e erguem o queixo como se protetores fossem da Igreja do Senhor Jesus. 

Quantos líderes que, sem conhecimento da mordomia de sua função, tratam os servos de Cristo como se seus servos fossem. Exigem subserviência, sob pena de retaliações das mais variadas, todas produzidas por mentes turbinadas pelo secularismo. Talvez seja por esta razão que cristão-político e político-cristão não faz a menor diferença. Possuem a mesma essência, e na lama da corrupção e imoralidade, estão juntos e misturados, seja atuando ativamente ou como cúmplices dos desvios morais assistidos diuturnamente neste país.

Estas organizações cobram de seus fiéis coisas que, biblicamente, não há como encontrar justificativas. Por exemplo. Onde está escrito que o dízimo deve ser entregue à igreja com registro em carnês? Onde está a justificativa para pastores entregarem seus dízimos em convenção de pastores e requererem posteriormente, com base nestas contribuições, a sua jubilação ou aposentadoria? Como justificar os votos financeiros exigidos dos fiéis ou as campanhas extras realizados para fazer e/ou comprar tudo, desconsiderando que os dízimos e ofertas entregues no ofertório sejam para este fim? Onde está a justificativa para ações judiciais movidas contra outros irmãos ou outras convenções? Nas cartas de Paulo aos Corintos?

Além da falta de amparo bíblico, há a hipocrisia latente. Como justificar uma denominação que exige de seus membros integridade moral e ela mesma está com protestos em cartórios de registros de títulos? Como justificar uma denominação que exige de seus membros que andem na legalidade perante as leis de seu país e ela mesma descumpre preceitos legais relativos ao seu próprio funcionamento? Como justificar a necessidade de funcionários da igreja acionarem a justiça secular para receberam salários que lhe são devidos?

Além da falta de amparo bíblico, da hipocrisia latente, ainda há a perversidade dominante. Como exigir presença sem oferecer apoio? Como oferecer acesso às ovelhas de Cristo para os mercenários tirarem sua lã, seu leite e abandonarem-nas feridas emocionalmente e turbadas espiritualmente? Às vezes parece que, após a conversão de alguém, ficamos testamos para ver até quando ele pode resistir dentro do templo. Muitas vezes parece que torcemos para ele desistir ou cair. Quem já não ouviu: "Quem é salvo?", para logo em seguida, ouvir: "tem certeza?!"

Porque transformamos um ambiente que deveria ser acolhedor e edificante, numa espécie de covas dos leões moderno onde o fiel precisa confiar muito em Deus para sobreviver? Conhecemos o ambiente da vinha e a existência do joio no meio do trigo. Mas, é necessário mesmo matar o trigo para disciplinar o joio? É esse o conselho bíblico?

O maior problema disso tudo é o que fica para as novas gerações. Preocupa-nos perceber uma nova geração de obreiros sendo forjados na mesquinharia, no orgulho das maiores posições, na manutenção da vaidade dos rótulos, na resolução de problemas na força carnal e nos truques de bastidores, numa ignorância bíblica fenomenal e na "força espiritual" de pregações feitas na garganta. A formação de novos obreiros segue um "script" infernal.

Alegro-me pelas exceções. Raras, por isso, exceções.

São muitas perguntas que não encontram respostas sinceras dos líderes destas organizações porque não as têm. O próprio Cristo faz menção a tudo isto quando afirma: "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês" (Mt. 23:15).

Todavia, "apesar deles", a vida cristã dentro das igrejas locais deve seguir, discernindo espíritos e determinados a cumprir os propósitos de Deus.

Lutamos contra a nossa própria alma todos os dias, batalhamos contra a natureza humana que, em nós, inclina-nos para o pecado, nos agarramos a graça de Cristo, a dura penas, a fim de manter nossa fidelidade a Deus. Na Bíblia encontramos alimento para nossa fé, porém, quando levantamos a cabeça e olhamos os líderes das organizações religiosas, perdemos confiança, nossa fé se enfraquece e começamos a duvidar de tudo e de todos. Isto reflete em Deus. Eles se dizem seus representantes!

Se você também trava esta batalha todos os dias, o Senhor te abraça. Esperamos que seu Espírito nos faça sentir sua presença e, verdadeiramente, avive a sua obra em nós, principalmente nestes ambientes ruins.

Porém, se você não se dá conta destas iniquidades, pelo contrário, as alimenta e mantêm sua vida sob a tutela desses desejos e sentimentos carnais, você é apenas um hipócrita religioso inconsequente que imagina ser os seus votos religiosos suficientes para te justificar...

É só um HIPÓCRITA RELIGIOSO INCONSEQUENTE, que envergonha Deus, Sua Palavra e Seu Espírito Santo.

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