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Brasil, País de Arrogantes, Corruptos e Imorais.

Toda regra tem sua exceção.

Acreditamos durante muito tempo que os corruptos e imorais eram minoria na população brasileira. E em décadas passadas, estávamos certos. Mas, hoje, basta uma olhada para o lado, ou para dentro de nós mesmos, para percebermos como mudamos. Os arrogantes, corruptos e imorais eram minoria, hoje... Tire suas próprias conclusões.

A vantagem indevida, por menor que seja, é apenas a confirmação do espírito corrupto que nos domina; o desrespeito a posição divergente e a imposição a força de nosso próprio conceito é a confirmação de nossa arrogância; o status de cultura concedida ao hedonismo e tudo que lhe diz respeito (nudez, prostituição, adultério, mentiras, traições, etc.) é a prova de que estamos no fundo do poço da dignidade humana no país.

O Brasil se transformou num país de arrogantes, corruptos e imorais.

Sempre tivemos estes sentimentos maus, porém, antes, estávamos empenhados em dominá-los e submetê-los ao que é certo, justo e bom. Tínhamos um freio interno forte (temor a Deus) que nos impedia de corromper e sermos corrompidos, de sermos donos da verdade e de nos entregarmos a imoralidade.

De repente abrimos espaço para o "império da arrogância" e seus imperadores midiáticos. Os tais "especialistas". Estes assumiram o status de paladinos da verdade e da correção. O problema é que a verdade e a correção defendidas e propagandeadas eram seus próprios conceitos de verdade e correção. Não precisavam nem mesmo que houvesse o amparo no tecido social. Eles tinham certeza, por uma espécie de revelação das divindades (Karl Marx, Friedrich Nietzsche dentre outros), que suas crenças eram o caminho para condução da sociedade brasileira medieval à tão sonhada era do desenvolvimento econômico, da dignidade social e da preservação e respeito aos direitos humanos. Arrogantes!

Gente frustrada, desestruturada em seu ambiente familiar, narcisistas e esquizofrênicos. Não sabendo lidar com suas próprias incompreensões resolveram desenvolver teses fantasiosas que justificassem seus fracassos e minimizassem suas dores de consciência. Mesmo sem terem comprovação, e de costas para o que acontece em outras sociedades no mundo, resolveram utilizar o Brasil como cobaia para seus experimentos.

Com o espaço midiático aberto, se achando como fiéis propagadores das verdades formatadas por anos de estudos catedráticos onde apenas liam, e liam, e replicavam as ideias incomprováveis de outrem, encarnaram um Dom Quixote à brasileira e se lançaram na missão salvadora de transformar nosso país. A arrogância dessa gente apenas contribuiu para retirar o freio moral dos brasileiros.

Agora a colheita. Um país de arrogantes, corruptos e imorais.

Vender e comprar CD's piratas, pagamento por fora, furar fila, ultrapassar pela direita, ocupar espaço público, utilizar carteira de meia passagem que não lhe pertence, fraudar o INSS para manter a pensão, fraudar o FGTS, o recolhimento de impostos, burlar a Receita Federal, utilizar som em alto volume, comprar produto roubado, enfim, o "jeitinho brasileiro" que nada mais é senão CORRUPÇÃO.

Já que não há freio para a corrupção, porque haveria para a moralidade. Mulheres são oferecidas e se oferecem para uma transa sem compromisso, irresponsável e inconsequente (prostituição 0800), e, diferentemente da época de Salomão, a discussão nas mídias hoje não é "a quem pertence o bebê que sobreviveu?" Pra nossa tristeza a discussão é "me deixem matar o bebê que vive há três semanas!" (Aborto).

A sanha dos arrogantes continua produzindo insensatez. Agora a imoralidade é manifesta numa pseudo cultura que tem o corpo feminino como base de sua essência. Músicas vulgarizam o ser e sua racionalidade, reduzindo a beleza da vida humana a sexo animal. Quando a vida humana se reduz a tão pouco, ela perde o valor, então, a violência assume a hegemonia se impondo pelo estupro, pela violência generalizada contra a mulher.

Mesmo sendo uma minoria que rebaixa a vida humana no Brasil, a força dos arrogantes impera sobre a fraqueza de quem a dignifica, e mesmo sendo maioria, ficamos imobilizados, com medo. Não é por isso que um, numa fila enorme, consegue burlar o direito dos demais que ficam calados e nada fazem? Não é por isso que um casamento fracassado se impõe no inconsciente das pessoas como regra sobre "todos" os casamentos existentes? Não é por isso que juízes do Supremo Tribunal Federal dizem que não se pode maltratar um cavalo ou boi numa vaquejada, mas, pode matar uma pessoa de três semanas?

Nossa esperança seria um país de cristãos (O Brasil já não é um país de cristãos católicos e evangélicos?). Seria.

A arrogância é uma arma maligna eficaz.

Achamos que sabemos e que somos detentores da verdade inexorável, e, a despeito do que orienta a Palavra de Deus, gritamos pra galera: "A igreja é de Cristo!" mas, quem manda? A Palavra ou o líder de plantão? Já que todos devem considerar o outro superior a si mesmos, logo, todos são iguais, assim, "daqui não saio, daqui ninguém me tira", porque não há ninguém melhor do que eu, e mesmo que a barca esteja naufragando por minha culpa, não saio! "Morreremos por amor a Cristo!" (Lá ele!)

A arrogância dos cristãos os afastam de Cristo e os aproximam das mesmas mazelas seculares crescentes no país. Divórcios, adultérios, corrupção, conchavos, partidarismos, brigas judiciais pelo poder, nepotismo, falências, desordens e insubordinações generalizadas.

Quem, porventura, poderá nos socorrer? Vamos orar, dirão os cristãos sinceros. Não basta, digo eu. A ideia é "se humilhar, se arrepender de seus maus caminhos, e Eu os ouvirei dos céus", diz o Soberano. Então, apenas orar não basta.

Ou, "todos", tomamos vergonha na cara, ou não tem jeito. É esperar o inferno e se contentar com o calor.

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