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O Mundo de Deus, o Mundo dos Homens ou o Sub-Mundo do Inferno? Você Faz Parte de Qual?

O mundo de Deus é aquele cujas características encontramos na Bíblia. No mundo de Deus o amamos acima de todas as coisas, compreendemos e valorizamos a vida que Ele nos dá e nos relacionamos com o próximo de acordo com os preceitos relacionados na Sua Palavra.

O mundo de Deus está acima de todos os outros, em todos os sentidos. É o mundo onde seus habitantes devotam, uns aos outros, o amor sincero que se expressa em ações de solidariedade, perdão e devoção. Vivem aqui aqueles que têm o coração perfeito em Deus, que desfrutam da leveza de uma alma transparente que não precisa de máscara, pois, seu exterior é a exata imagem de um interior completamente formatado pelo Poder da Palavra divina.

Há um outro mundo. O mundo real, das interações físicas, da fantasia, da máscara. Aquele que nos identifica pela forma como nos esforçamos para que nos vejam: cidadão, pai, mãe, filho, amigo, irmão, colega, etc. É o mundo dos homens naturais. Neste, o homem assumiu o papel principal, o centro de tudo. Aqui, o mais importante é agradar aos homens (a si e aos outros), e não, a Deus.

Esse mundo - da existência terrena - na verdade, esconde um outro. O da falsidade, da agressão, do desejo mesquinho, da inveja, da busca por poder, dinheiro e fama, da ira descontrolada, do furto, da promiscuidade, dessas mazelas que escondemos no que chamo de sub-mundo do inferno.

O sub-mundo permite a traição oculta, a mentira sorrateira, a pura maldade, a indiferença, o apego pelo dinheiro, a venda do corpo, o sexo bestial, a obsessão pela fama e pelo poder que, mesmo nas organizações cristãs, não abrimos mão. A máscara no mundo real deixa toda essa sujeira por trás, longe dos olhos dos homens, mas, não, longe dos olhos de Deus.

Esse sub-mundo Deus contempla e diz, "isso é mau e vou me separar eternamente de quem insiste em se manter nele". Foi esse sub-mundo que demonstrou pra Deus que, sozinhos, jamais conseguiremos nos libertar. Os seus grilhões nos prendem os pés porque nos oferece e enfeitiça com seu prazer sadomasoquista.

Esse estranho prazer que nos leva a negar um copo com água em nossa própria casa ao nosso irmão, pai e mãe; esse estranho prazer que, pelo rápido gozo de uma relação sexual, fornece o prazer da dor da destruição de sua própria família; esse estranho prazer de ver a organização religiosa descer ladeira abaixo por causa de sua ineficácia, e ainda assim, você resiste a ideia de deixar que outro conserte as coisas.

Eis o prazer do sub-mundo das coisas vergonhosas que jamais faríamos ou diríamos em alto e bom som, em público. Essas coisas que, se sinceramente entregamos nossa vida à Cristo, lutamos todos os dias para não permitir que elas dominem nossas mente, coração e atitudes. É desse sub-mundo que Cristo veio nos libertar, pois, sem nos libertar desse, não conseguiríamos nos libertar das mazelas que praticamos no mundo real. "A boca fala o que o coração está cheio" (Mt. 12:33-35).

Como podemos ser libertos do sub-mundo? Aceitando como verdadeiros os conceitos de Cristo e sinceramente esforçando-nos para cumpri-los. "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo. 8:32). Não se trata de emoção, sensação, intuição ou coisa parecida. Não se trata nem mesmo de uma ação sobrenaural. Trata-se da decisão racional de tentar, todos os dias de nossa vida, observar os mandamento práticos de Deus.

Nossa luta começa nesse sub-mundo, na resistência ao desejo mau, na decisão de interromper o mau pensamento (clamando o sangue de Jesus quando esses maus pensamentos tentarem impor o que vamos pensar), na determinação de dar à nossa família um valor que nenhuma "pulada de cerca" valerá a pena, e na firme convicção de que o mundo de Deus é melhor.

Quando encampamos essa nossa guerra interior, nosso exterior irá melhorar de sol em sol até que se torne "dia perfeito". Fecharemos as brechas, nos afastaremos da beira do abismo, resistiremos ao diabo e lutaremos perseverantemente nossas batalhas diárias e venceremos a grande guerra de nossa existência.

Sou imperfeito, e enquanto permanecer assim, meus defeitos irão me perseguir até que consiga matar a vida de Deus em mim. Há um porém, que é característica daqueles que insistem em se manter em Deus: "Apesar de ser imperfeito não uso minha imperfeição como justificativa para não melhorar."

Quero ser habitante do "Mundo de Deus" e não do sub-mundo do inferno! E você?

"É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus" (Fp. 13:13,14).

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