quarta-feira, 17 de julho de 2013

A Maior Questão na Pós-modernidade Para o Obreiro Cristão: Seguir a Visão de Deus ou dos Homens?



Quando alcançados pela salvação em Cristo, somos contemplados por Deus com suas bênçãos espirituais e vivemos apenas no desfrute da paz e da esperança de dias melhores aqui e na eternidade (Mc. 10:30). No entanto, além das garantias espirituais que recebemos, também somos convocados a cumprir o ide imperativo de Cristo (Mc. 16:15): “levar a mensagem do evangelho à todos, possibilitando que desfrutem das mesmas bênçãos que desfrutamos”.

Para este fim, Deus nos apresenta Sua visão, missão de Seu Filho, nossa missão (baseado em Isaías 61): “Anunciar boas-novas aos mansos, curar os quebrantados de coração, proclamar libertação aos cativos e pôr em liberdade os algemados; apregoar que o tempo de aceitar a graça divina é agora e avisá-los da chegada do dia de acerto de contas com Deus”.

Na visão divina, os que choram são consolados, os que estão de luto são motivados a substituírem as cinzas por coroa; invés de pranto, alegria. Deus nos estimula a alcançar os angustiados com louvor. Na visão divina, seremos carvalhos de justiça, para glória de Deus.

Todo cristão (especialmente obreiro), sinceramente dedicado, se esmera no cumprimento desta missão. No entanto, com o passar do tempo, com o multiplicar da iniquidade, a visão de Deus vai sendo substituída na mente de alguns, inclusive líderes, por uma visão meramente humana.

Esta modificação não é imediata, instantânea. Num primeiro momento vai se mesclando a visão de Deus com os sentimentos meramente carnais como a ambição, a avareza, o orgulho, a prepotência. No segundo e derradeiro momento, Deus e sua visão é deixado de lado e se mantêm apenas a percepção do poder dentro de uma estrutura religiosa que nada representa, nada transforma e nada acrescenta na vida das pessoas.

Na visão dos homens, os benefícios são para os próprios, o sacrifício é sempre do outro; a bênção é sempre uma dúvida para o crente e uma certeza para eles, já que ela é reduzida a créditos materiais. No modelo atual tudo é dinheiro e poder. É essa a lógica que resolve todos os problemas... e aquieta consciências.

Na visão divina, o maior beneficiado é o alcançado. Na visão dos homens, quem alcança.

É neste ambiente que o sincero obreiro de Cristo se vê angustiado, oprimido, desafiado. Enxerga o antagonismo de uma visão, divina, onde o “maior serve o menor” (Lc. 22:27) mesmo com sacrifício seu, e outra, dos homens, onde o “convite” é para se moldar, se adaptar, se entregar ao sistema onde o “menor serve o maior”, onde a ovelha fica exposta sem lã, sem carne e sem leite, moribunda na porta do aprisco, e o mercenário está abrigado, está protegido, está repousando ao pé da lareira, preguiçosamente alisando seu próprio ego.

Neste quadro, diante de sua humanidade e necessidades, os verdadeiros discípulos de Cristo são assaltados com a maior questão dos tempos da pós-modernidade: seguir a visão de Deus ou a visão dos homens? Ser mercenário ou ser pastor?

Se optar pela visão dos homens, se vende, se conforma, se molda, não transforma, não renova, não se realiza e, por fim, não conhecerá a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm. 12). Escolhendo a visão de Deus, viverá a contracultura da pós-modernidade e sentirá o peso de tudo que isto representa. Isolamento, calabouço, estigma, preconceito e a sensação de que tudo é em vão.

Manter-se fiel a visão de Deus exige do obreiro cristão resignação, renúncia, determinação, e é certo que esta luta sugará suas forças até o limite do esgotamento. Mas, há promessas:

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co. 15:58).

A escolha ainda continua sendo entre Deus e o diabo.

“Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus” (atos 4:19).

Julguem... Decidam.

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