terça-feira, 7 de novembro de 2017

Nós, os Medíocres

A vida é uma repetição. Uma sucessão de pensamentos iguais, conceitos iguais, palavras iguais e atitudes iguais com, logicamente, resultados iguais (Ec. 1:9).

Quando ousamos interromper esta sucessão de pensamentos, conceitos, palavras e atitudes iguais, alcançamos dois resultados: Ou elevamos nossa vida para um status de sucesso (colheita de bons resultados que surpreendem a todos, inclusive o próprio), ou lançamos nossa existência para o grupo dos destruidores de si mesmos (aqueles que suscitam de todos a sua volta o reconhecimento de que desperdiçou a sua vida, apesar de todos que o cercam).

Na repetição, ficamos na média. Não ousamos, nem desperdiçamos, assim, vivemos o que todos vivem e nos tornamos um entre aqueles que repartem o pouco que sobra para a maioria. Os medíocres. Não desfrutamos da vida nem a desperdiçamos, apenas vivemos como que empurrados pelo meio para um fim comum a todos, uma vida que passa sem deixar sua marca, sem vivê-la na plenitude dos prazeres oferecidos à todos e desfrutados por poucos.

Sucesso é o resultado de quem, em algum momento de sua vida, resolveu romper com a mesmice, com a repetição. Ousou usar a inteligência que Deus deu à todos para buscar um caminho alternativo, se recusou a persistir na repetição das mesmas atitudes de seus antecedentes visto o resultado que alcançaram. Estes são os que, normalmente, encontram mais sentido para suas existências.

Então, o ponto focal neste exato instante da existência terrena é o de sempre: “o desafio de romper com a repetição”.

Nosso maior problema é o medo que nos mantêm na média. Aliás, vale ressaltar, a maioria (os medíocres) são mantidos na média pelo medo que os impede de romper com a repetição. E assim seguimos com as mesmas dores, as mesmas angústias e a mesma inércia que nos mantêm no mesmo lugar.

É preciso cuidado, pois, alguns mergulham suas vidas em “bagulhos muito doido” alimentando em seus pensamentos a sanha de ser diferentes dos demais. No final, ficam apenas iguais aos que destroem suas vidas. Sendo assim, é melhor permanecer medíocre, pois, se não a elevamos, também não a destruímos.


Portanto, se você quiser melhorar de vida tem que romper com a mesmice, avaliando os prós e contras de cada decisão e, corajosamente, tomando cada uma delas. O sucesso ou fracasso pode estar logo ali na primeira esquina, ou no final da rua que você decidir entrar. O fato é que se você estiver entre os medíocres, jamais descobrirá. Medíocres não ousam sair da preferencial e dobrar a primeira esquina para descobrir o que tem lá.

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