segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Apesar dos Pesares, a União é Possível.

"Quem não é a meu favor é contra mim; e quem não me ajuda a ajuntar está espalhando" (Lucas 11:23).

O Senhor Jesus pronuncia estas palavras depois de responder a acusação de que expulsava demônios por belzebu. Ele chama atenção para o fato da casa divida não precisar de combate externo para ser destruída. Basta a rachadura interna para autodestruí-la.

A frase chama-nos a atenção para ações que envolvem a arte de viver unido aos outros: A ação de juntar, a omissão, e a ação de espalhar, ou seja, o empenho para a unidade (o fazer, convencer e defender a unidade), a autoexclusão dos esforços para a unidade (indiferença) e a luta contra a unidade (oposição).

A ação de juntar. Juntar é reunir (ato de aproximar coisas ou pessoas).

Todo líder deseja que seus liderados vivam em unidade de pensamentos e objetivos. O trabalho a ser desenvolvido passa, primeiro, pela necessidade do envolvimento de todos no sentido único de alcançar os objetivos traçados para o grupo. Eis aí o grande desafio para as organizações, sejam elas familiares, religiosas e empresariais.

A tarefa de alcançar o sucesso ou objetivo do grupo passa pelo desafio de unir as partes. E, neste contexto, o maior obstáculo que cada membro de um grupo enfrenta não é conduzir o outro para a unidade do todo, é conduzir a si mesmo. Daí a necessidade de cada pessoa desenvolver atividades que os leve a aproximar-se dos outros, colaborando, dessa forma, para a unidade do todo, apesar das diferenças entre as partes envolvidas.

A ação de unir favorece a concentração de forças que, por sua vez, conduzirá o grupo no caminho da paz e do alcance de seus objetivos.

A ação de omitir-se. Omitir é deixar de lado, silenciar, é abster-se de agir ou falar sobre circunstâncias que lhe dizem respeito ou que lhe é exigido participação. Popularmente é chamado de "tirar o corpo fora."

A omissão demonstra insensibilidade. É a manifestação de uma natureza egoísta que não se importa com o outro quando sua participação interfere (para o bem ou para o mal) com o resultado do grupo. Isto porquê, ao isentar-se de suas responsabilidades o omisso torna-se um peso a mais para o grupo, que além de não contar com seus esforços intelectuais ou físicos, tem a condução de sua presença entre eles como mais uma responsabilidade.

A frase dita por Cristo aponta para esta realidade. O omisso, com sua inércia, luta contra (pela diminuição das forças conjuntas) ou espalha (pelo mau exemplo).

A oposição. Ação de estar contra.

Aqui devemos restringir a abordagem a oposição contra a unidade conclamada pela Palavra de Deus à todos que, abrigados em Cristo, têm uma missão para cumprir. Independente das razões que cada opositor possa ter, ser contrário aos objetivos ou a liderança do grupo é, no mínimo, uma incoerência abissal.

Se opôr a união é ser instrumento para destruição. Cristo deixa muito claro: "Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda casa ou cidade dividida contra si mesma não subsistirá" (Mt. 12:25).

A unidade deve ser perseguida e preservada a todo custo, sob pena de sofrermos prejuízos enormes de energia e recursos que tornarão mais dolorido o alcance dos objetivos mais nobres de qualquer organização.

Desta forma, três recomendações úteis:

1. Aos que lutam do mesmo lado - É muito mais fácil alcançar o sucesso unido. Mas, é mais fácil ainda sermos destruídos pela desunião. Prossigam e persistam na unidade do grupo. Humildade, respeito, urbanidade, conversão, paciência e fé são armas extremamente importantes na conquista da unidade e do sucesso do grupo.

2. Aos omissos - Certamente que os líderes desejam contar com seu empenho, pois, nenhum líder inteligente abre mão de uma força de trabalho que somados ao todo dará importante contribuição na busca e cumprimento de sua missão. No entanto, no que diz respeito ao Reino de Deus, ninguém pode se tornar um no grupo se não o fizer "voluntariamente". Um dos princípios mais importantes do evangelho é "vir a Mim". Ninguém pode ser obrigado a seguir Cristo ou se unir a outros cristãos. O omisso manifesta, com sua atitude, o desinteresse pelo grupo e por sua missão. Então, o melhor remédio é refletir, orar e ler a Palavra de Deus, buscando no Senhor, com sinceridade de alma, a força necessária para quebrar a inércia e se levantar como bom soldado nas guerras do Senhor.

3. Aos opositores - Opositores não amedrontam quem vive lutando pela unidade, pois, "um" (ou "uns) não é (são) maior(es) que "todos". Pelo contrário, eles devem ser encarados como estímulos a vontade de unir, como barreiras ou desafios que devem ser ultrapassados. E serão! ...com força, garra e fé.  A união vence sempre, pois, na unidade há força e bênção do Senhor (Sl. 133).

Opositores ficarão pelo caminho e os omissos serão conquistados pela força da unidade daqueles que batalham para viver em um só Espírito, em uma só fé e com um só Senhor.

Por menor que seja um grupo, em unidade, com certeza experimentarão o gosto do sucesso, do compartilhamento de amizades e do prazer do dever cumprido. Eles aumentarão seus laços afetivos e conquistarão coisas que, a primeira vista, parecia impossível.

Cristãos unam-se no trabalho do Senhor e se afastem das influências seculares, demoníacas e carnais!

Experimentem o prazer de ser "o Corpo de Cristo" em grupos pequenos (grupos musicais, grupos familiares, grupos ministeriais, etc.), mas, acima de tudo, experimentem ser "o Corpo de Cristo" no "Corpo de Cristo" - O organismo vivo, universal, invisível e poderoso em unidade, amor e fé.

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