segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SE ESTÁ RUIM E SEM OPÇÃO, VOTE NULO, VOTE EM BRANCO.

Em toda eleição, a mesma história. Vamos mudar, vamos avançar, vamos melhorar a vida de nossa gente. No entanto, vejam nossas ruas esburacadas e esquecidas, vejam nossos jovens mergulhados nas drogas e na prostituição, vejam os pais desempregados que sofrem vendo suas famílias em estado de fome e desamparo, vejam as filas do SUS, vejam as habitações em morros e palafitas, vejam as grades de nossas casas e o medo estampado na população que evita sair a noite, vejam a seca do nordeste (ainda continua como “nunca antes neste país”), vejam o sofrimento da compulsão por compra, compra, compra ou do joga, joga, joga.

Um novo ano chegou e com ele um desafio: MUDAR. “Se a gente não muda, nada muda”. Precisamos mudar o foco. Precisamos eleger melhor nossos representantes. É incrível como nos deixamos levar por promessas que sabemos não se cumprirão. É incrível que em tempo de eleição de palhaço, o picadeiro é a nossa vida e o custo do ingresso é o suor do nosso rosto, e ainda sorrimos de nós mesmos, os verdadeiros palhaços.

A hora de mudar é agora.

Aquelas promessas antigas que nunca se realizam; aquele posicionamento moral forçado; aquela frase de efeito onde não se diz o que se ouve; aquela propaganda mentirosa que, repetida insistentemente, se torna verdade; aquela sensação de coisa errada quando afirmamos que nossa vida melhorou apenas porque “o cara” disse que melhorou; todo aquele discurso que político gosta de fazer antes de assumir o mandato e esquece quando assume. Está na hora de aprendermos. Quando eles discursarem, a gente finge que acredita. Quando as urnas chegarem, a gente dá o troco. Se não houver uma melhor opção, vota nulo ou em branco.

A população precisa abrir os olhos, a fim de buscar, enxergar e viver essa suposta melhoria. Vê nossos filhos estudando em colégios públicos de qualidade, perceber e desfrutar de um atendimento médico eficiente e ágil, sentir segurança e liberdade no ir a vir de nossas casas, tranqüilidade na escolha do alimento que colocamos a mesa, isto porque, o poder público, composto pelos políticos e servidores que devem zelar pelo interesse público, vigia a forma como são produzidos, conduzidos e disponibilizados para nós. Além disto, precisamos entender que a verdadeira melhoria só será real, quando nossos salários nos servirem para muito mais que apenas pagarem nossas contas mensais.

Hoje não creio apropriado aquela idéia de votar no “menos ruim”.  Basta! Se forem ruins, não devem receber nosso voto. Sinalizemos, através dos votos branco e nulo, nossa insatisfação quanto às opções que nos são oferecidas e a forma como conduzem nossa pátria. Se as condições das ruas onde trafegamos são ruins, se as condições do atendimento médico são ruins, se a qualidade do ensino é péssima, se a insegurança é geral, nada de votar nos mesmos. Se eles não sabem fazer a distribuição das condições de vida em pé de igualdade para ricos e pobres, vamos fazer a distribuição dos cargos públicos eletivos para gente nova, que não participe de grupos políticos tradicionais, que não precisem pagar o acesso aos palácios e aos contratos.

Se a gente mudar, tudo muda.

Começo em 2011, porque desejo que em 2012, nas próximas eleições, efetivemos esse processo de mudança, antes que seja tarde demais.

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