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Quem é Você Neste Tribunal?

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Porque é difícil mudar? Porque estamos mais ocupados em mudar os outros do que mudar a nós mesmos. Achamo-nos no direito de consertar o outro, achamos que conhecemos o método que nos conduz a perfeição e que o outro precisa adotar este modelo infalível. Na verdade, estamos aprisionados num redemoinho de cobranças que angustia, amedronta e incapacita o outro e a nós mesmos. Somos operadores de coisas produtivas, corretas e boas, sim, porém, o equívoco estar em achar que estamos acima do outro, capacitados e empoderados para cobrá-los indiscriminadamente. Meu erro pode ser o acerto do outro, da mesma forma que o meu acerto pode ser o erro do outro. Cada ser humano, em toda sua capacidade e incapacidade, erros e acertos, é apenas cópia do outro. A diferença consiste no que cada um fez com as oportunidades que a vida concedeu. Nota-se que o benefício da existência estar em cooperar com o seu semelhante, absorvendo desta relação o bem que o outro pode oferecer e lhe dando o bem que você p
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  Ela Se Foi... Nas poucas imagens da minha tenra infância que trago guardadas em minha memória, vejo minha mãe, sentada a sua antiga máquina de costura e na feira em Terra Nova, vendendo comida. Eu, abrigado na pedaleira da máquina e/ou embaixo da barraca de comida, sentia-me seguro e tranquilo, pois, tinha sua companhia aonde quer que estivesse. Apesar da grande prole (14 filhos e filhas), era assim que nossa superprotetora mãe agia com todos, sem distinção. Todos os seus filhos eram únicos, e não importava se eram crianças, adolescentes, jovens ou adultos, ou se eram casados, solteiros ou descasados, a preocupação e cuidados sempre foram os mesmos. Mulher de fibra! Os anos se passam, as experiências se amontoam, e as circunstâncias da vida vão lhe conduzindo num emaranhado de decisões, onde sempre colocava seus filhos, filhas e marido em primeiro lugar. Foi uma vida sacrificial. Minha mãe foi uma jovem, como outra qualquer, que desejava viver os sonhos juvenis de felicidade em

O Conhecimento do Eu, Distante de Deus.

Estudamos cada ponto e vírgula, nenhuma palavra ou parágrafo da Bíblia deixou de ser dissecado pelos estudiosos, porém, nos perdemos no emaranhado das regras técnicas, da nossa ortodoxia e nos afastamos da sua mensagem principal Hoje, não somos nem sombra do que deveríamos ser. Viva nossa religião! Viva nosso credo! Viva nossos papas! Viva nossa classe, detentores de vagas especiais, títulos especiais, salários especiais e merecedores de honras humanas. Religiosos com ego cheios e espíritos vazios, sentindo calor no frio da solidão, da vida egoísta de quem nada entendeu da mensagem de Cristo. E assim seguimos, fragmentados, amedrontados, secularizados, dominados, fazendo a vontade dos homens e nos afastando da vontade de Deus. "Se vocês fizerem do mesmo jeito que o mundo faz, jamais saberão qual a boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Rm 12).

EM QUAL DOS DISCÍPULOS DE JESUS VOCÊ SE VÊ?

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Me vejo em Pedro.   Fase 1 – Quando comecei a cuidar das minhas coisas desta vida, fui visitado por Cristo. Ele veio falar comigo. Dei-lhe atenção, ouvi sua mensagem e aceitei seu convite de ir com ele. Aceitei confiar. Decidir deixar de lado tudo que importava na vida e segui-lo. Estudos? Cristo primeiro. Trabalho? Para ser útil ao reino do Pai. Família? Para ser exemplo de que seus ensinos são aplicáveis. Ministério? Serviço. Primeiro, o reino. Depois, as demais coisas.   Fase 2 – Fui impregnado por seus princípios e valores. Com sede, fui à fonte e bebi. À proporção que bebia, deixava cair ao meu redor gotas dos intermináveis ensinos que aprendia e saí por aí... contando à todos que quisessem ouvir, os princípios e valores que ele me ensinou, fundamentais para uma vida sustentável neste mundo de Deus. Ofendê-lo era me ofender e, ato contínuo, sacava a espada da retórica para defendê-lo. Considerava que seria capaz de protegê-lo...   Fase 3 – De repente, Cristo qu

Tomara Que A Gente Aprenda... Tomara.

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A geração atual nunca tinha enfrentado uma pandemia. A disseminação de um vírus causou uma espécie de "freio de arrumação" na sociedade mundial. De repente, fomos obrigados a interromper todos os projetos e sonhos, e voltar nossa atenção, de maneira exclusiva, para o cuidado com a nossa vida e família. Entrou em ação o nosso "instinto de sobrevivência". Paralelamente, esta quarentena forçada nos impôs lições, e será de ótima valia se aprendermos com ela. Muito se fala que a humanidade após a pandemia será outra. Tomara... tomara que aprendamos o que é bom, porque esta situação também revelou sentimentos e práticas ruins. Torço que os sentimentos e práticas ruins sejam vistas e aprendidas pelo seu lado contrário, ou seja, que estes maus exemplos sejam para aprendermos o que não se deve fazer ou sentir. Então, tomara... Tomara que a gente aprenda que os nossos governantes não sabem o que fazer, porque passam a maior parte do seu tempo brincando de ser i

Até Quando Precisamos de Tutores?

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Tutor é aquele indivíduo que foi legalmente incumbido assumir a vida de um outro, com o encargo de amparar, proteger e defender sua pessoa e seus bens. O tutor assume os direitos e deveres do tutelado, até que este tenha a capacidade de gerir sua própria existência. Durante este período, a pessoa tutelada perde a administração sobre si mesmo, vivendo uma relação de inteira dependência do tutor. Os pais são tutores legais dos seus filhos, sendo responsáveis por estes até que tenham a idade em que se depreende poderem assumir suas responsabilidades e seus direitos, arcando com todos os benefícios e obrigações advindas de sua independência. No ambiente cristão, no entanto, as denominações formata, alimenta e mantêm uma relação de dependência servil e "eterna" entre membros e clero, estimulada pela ideia da necessidade de aprovação ou desaprovação pastoral para qualquer palavra, atitude ou escolha que o cristão pretenda fazer, enquanto existir. É preciso obter a bênção

Como Tratar Gente Sem Credibilidade

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Quando você faz uma promessa e não cumpre, necessário que o seu interlocutor seja paciente e compreensivo, concedendo-lhe uma outra chance, pois, o ser humano em suas fragilidades pode, ocasionalmente, se equivocar ou fracassar na fidelidade do compromisso assumido. Quando você faz uma nova promessa e não cumpre, gera no seu interlocutor a desconfiança de que, ou você é um precipitado e inconsequente que não avalia direito aquilo em que se envolve, ou pode ter, o que é pior, uma falha de caráter ( que  é capaz de atos traiçoeiros sem qualquer dor de consciência; inescrupuloso consciente; quem não é pessoa confiável ) . Quando você faz uma promessa pela terceira vez, não és merecedor de confiança e seu interlocutor deve ignorar sua palavra, por não ter encontrado, durante a relação, qualquer indício de que irá cumprir. Pelo contrário, toda sua conduta testemunha como prova inequívoca de que você, independente das justificativas que apresente, não é confiável. Desta form